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É um filme frustrante. A proposta é excelente e muito apropriada em vários níveis para essa sociedade do capitalismo tardio, com seus contornos nefastos de exposição, poder e masculinidade. Contudo, a execução deixa muito a desejar. O início é enfadonho e se prolonga mais do que deveria para construir aquele universo. Quando "a fachada" começa a ruim as coisas melhoram. Contudo, os últimos 15 minutos são muito anticlimáticos e o final é de um Deus Ex Machina intragável.
Um bom filme, mas que quase cai para o medíocre. O segmento do julgamento é frágil demais, com a condução do processo e a postura dos envolvidos (principalmente o advogado de defesa) sendo conveniente demais para o andamento do roteiro em detrimento de ações mais orgânicas que poderíamos esperar de personagens com tais funções. O Nicholas Hoult teve uma boa atuação como um sujeito frágil e de certa forma despedaçado, mas
temos que adotar MUITA suspensão de descrença em acreditar que as ações deliberadas dele e o seu nervosismo quase escandaloso não gerariam maiores suspeitas entre os envolvidos, não necessariamente em jogar nele os holofotes de possível envolvido no atropelamento, mas até mesmo de sua capacidade emocional de estar ali.
Os atos em que a promotora passa por uma mudança de postura fazem com que o filme recupere o fôlego e evite que ele caia para o medíocre, o que seria uma tristeza, considerando que este possivelmente será o último filme do Eastwood, que, apesar dos pesares, mantém uma direção coesa. E para concluir as conveniências absurdas do filme,
eu ri demais da absurda cena em que a promotora busca no Google "marido da mulher que ela entrevistou há uns dias" e encontra num passe de mágica as fotos do personagem do Nicholas Hoult
Apesar de não ser perfeito, muito satisfatório ver Bong Joon-ho ensinando ao babaca do James Cameron como se faz um filme ambientado no espaço com alusão ao Imperialismo.