Últimas opiniões enviadas
Assisti esse filme ontem e ainda não sabia o que escrever sobre ele, pois havia me deixado sem palavras. Havia tempos que não via um filme assim: que te deixa satisfeita ao mesmo tempo que gostaria de ter mais alguns minutos daquilo. Eu não sabia que esse filme é um remake (de vários outros remakes) e quando soube, não me surpreendi. Sinceramente, a construção desse roteiro não poderia ser de hoje, já que, atualmente, temos que cavar metros para achar um bom roteiro e um filme cativante (na minha opinião).
Os personagens são, em geral, bem construídos.
Embora, para Jack, eu ache que sua história de vida e a sua construção como ser humano pudesse ter sido melhor abordada. Mas, Jack não era exatamente o personagem principal dessa história, então, embora uma falha (para mim),
Ambas as atuações estão ótimas (Cooper e Gaga). E os coadjuvantes também. Sam Elliot, por exemplo, traz uma profundidade para o filme que faria muita falta se não estivesse lá. A atuação de Cooper é muito boa, mas não poderia deixar de comentar especificamente a de Lady Gaga. Sua atuação é simplesmente uma deliciosa surpresa, que te faz querer absorvê-la como um prato único: sentir o sal, a doçura, o amargor e a acidez que a sua performance traz para o filme. E ela te deixa fazer isso.
Você consegue sentir a emoção de suas canções, seu nervosismo ao se apresentar, sua insegurança sobre si mesma, sua vulnerabilidade ao se deixar amar e ser amada por Jack.
Esse filme é uma bela surpresa!
Me deparei com ele sem grandes expectativas. Pensei que fosse um filme gostoso de ver, e ele é. Mas também é muito mas.
A personagem de Delphine, ávida por conhecer o mundo parisiense, é de uma beleza selvagem, em todos os sentidos. Ao mesmo tempo que ela é corajosa
(em cenas como o primeiro beijo dela com Carole, e quando se conhecem pela primeira vez)
(da aprovação de sua mãe, da fazenda de seus pais..)
Ela aceita o amor que sente por Delphine completamente, mesmo sendo casada com um homem.
Duck Butter parece ser um filme: ame ou deixe (de acordo com os comentários). Embora no começo eu tenha tido o ímpeto de deixá-lo, eu persisti e acabei amando. Recomendo essa tática: persista, pois o filme irá engrenar.
As atuações de Alia e Laia são ótimas, ambas fazendo personagens bastante distintos. Alia tem uma atuação sutil e na medida certa. Enquanto Laia é mais explosiva e com altos e baixos. Ambos os personagens possuem suas feridas emocionais, bastante exploradas ao longo do filme, e o que torna o filme extremamente interessante. A ideia é simples: passar 24h juntas, fazendo sexo a cada hora (embora não tenha tanta relevância quanto parece, exceto por cenas que demonstram os degraus de intimidade que os personagens sofrem). É um filme sobre intimidade, em sua crua verdade. Mas também toca nas maneiras que escolhemos viver, com mais autenticidade (Sérgio) ou mais socialmente normalizada (Naima) e como essas escolhas não refletem 100% o que somos.
Parece que Sérgio é uma pessoa mais autêntica, mais verdadeira. Mas na relação com sua mãe, percebemos que ela não é exatamente assim, ela é um produto de sua criação, rebelde contra sua mãe (que não a conhece bem suficientemente). Já Naima segue os "padrões" do que é esperado dela, acordar cedo para trabalhar, uma casa organizada, não falar a verdade para Sérgio, etc. Mas quando confrontada pela mãe de Sérgio (no café, quando ela esquece o ipad), ela demonstra uma força de proteção e confronto que não vimos em outras partes do filme, que ela basicamente se deixa ser levada por Sérgio, sem revelar o que ela realmente quer.