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Bárbaro. Bárbaro. Bárbaro.
Talvez o papel mais difícil de se representar seja justamente aquele em que se tem pouco para dizer, mas muito para expressar. E mais ainda, aquele que quebra as expectativas do telespectador. Não há espaço para dramalhões, discussões intensas ou beijos reconciliadores. Em Vidas Passadas, tudo o que esperamos ver em um típico romance de cinema é deixado de lado com delicadeza e coragem. Fazia tempo que um filme não me tocava — e digo isso mais de um mês após tê-lo assistido. Para quem quiser se aprofundar mais no universo do filme, recomendo os vídeos sobre o filme de PH Santos e Minutos de Sanidade no YouTube. Apenas assista.
Assistir às três temporadas de Physical exige muita perseverança. O enredo é às vezes irregular, cheio de altos e baixos: em certos momentos, a série é simplesmente maravilhosa: arte, música, direção, fotografia, texto e atuações impecáveis, tudo funciona; em outros, situações sem sentido tornam a narrativa cansativa. Ainda assim, é muito interessante a forma como a série aborda alguns transtornos mentais. Talvez essa sensação de “massante” reflita exatamente a experiência de quem convive com um transtorno marcado por um “segundo eu”: a luta com um alter ego rígido, a fragilidade exposta e os altos e baixos constantes (afinal, isto é ter um transtorno mental). Acho que nesse ponto Physical se diferencia, e Rose Byrne brilha, transitando muito bem entre a voz interna e as situações absurdas que a cercam. Vale a pena assistir? Bem, pergunta difícil, se você tem perseverança em encarar uma narrativa tão instável quanto a mente que ela retrata, acredito que Physical é para você.