Rafael
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  • Rafael
    13 anos atrás

    Machado de Assis, no conto O Espelho, explora a ideia de que o homem possui duas almas. Uma externa: aquela aparente,física, que seria o nosso corpo, o que vestimos. Uma interna: aquela extrafísica, a alma que muitos filósofos se debruçaram para discutir se existe ou não. No filme de Bergman encontra-se essas duas almas. A externa, aquela que mostra uma mulher enfermeira (notem a roupa branca), que tem por profissão cuidar de doentes, trabalhadora, com ar de bondade e de vida organizada, que é representada pela personagem Alma. A interna, aquela capaz do sexo desmedido na praia, que mostra os desejos mais reprimidos, contidos, o lado livre (que precisamos desenvolver, ao invés de esconder) que é representado pela personagem Elisabeth Vogler. No conto, Machado menciona a importância de manter as duas almas em sintonia, pois a alma externa, sem a interna, é como a casca do ovo sem a gema, ou seja, oca e a alma interna, sem a externa, é como a gema sem a casca, ou seja, sem a proteção, sem o formato que lhe dá nome de ovo. Se tanto o nosso corpo, como alma precisam encontrar sintonia, assim como no conto, o filme de Bergman revela uma personagem que priorizara a imagem, ou seja, conservar o exterior, revelando um lado mais rígido, seguindo a ideia de pessoas normais, aparência de bondade e afugentando a alma interior, aquela livre, desmedida, que passa pelos sentimentos mais profundos. É nesse ponto que se encontra a grande genialidade do filme. Nota-se que há um vínculo entre essas duas almas: a mente. É no nosso subconsciente, aquele que não podemos ter acesso, que fica nítido a dura batalha das duas partes. Na insanidade da situação, Vogler surge como um fantasma para revelar toda a distorção possível, que uma alma afugentada pode causar. Sim, talvez, a maior luta do homem é manter o equilíbrio entre ambas, para que não haja, em algum momento, a reivindicação de uma pelo espaço que lhe cabe. O descompasso entre as duas almas chega a tal ponto que elas chegam a se confundir, aí, vem o nome Persona, que significa máscara (gosto de pensar, também, em personalidade, afinal, existe um embate na personalidade da personagem). A máscara sendo trocada frequentemente mostra, que no embate das duas partes, a personagem perde sua identidade, sendo facilmente confundida. Para quem tiver dificuldade de acompanhar o raciocínio, a ideia desse filme é muito próximo de outro mais recente, O cisne Negro. No filme Cisne Negro, há uma personagem que também prioriza o seu lado externo, de bondade, de medida regrada: o cisne branco. Enquanto o seu lado interno, de desejo sexual, livre, é reprimido: o cisne negro. Nesse caso a mente também é revelada como a grande porta que mantem o contato entre as duas partes, pois a insanidade (todas as doenças que a personagem desenvolve) torna nítido que há um descompasso. As comparações não param aqui entre esses filmes e o conto de Machado, mas eu não me estenderei mais. Espero ter contribuído com essa interpretação e que não seja a única, pois a verdade está lá fora. =]

  • Juan Ribeiro 5 anos atrás

    Mesma coisa aqui kkkkk

  • Any 6 anos atrás

    idem.

  • Jullya Agabel 6 anos atrás

    Meu deus, eu também hsaushuahsuausu