Em 1947, após a optação de não renovação de contato entre Warner Bros e Ida Lupino, devido anos desgastantes entre estúdio e atriz, já que Ida batia de frente com diretores, recusando papéis, rendendo-lhe suspensões, o que lhe permitiu conhecer mais os bastidores e os processos de filmagem e edição nas áreas técnicas, Ida partiu para seus empreendimentos cinematográficos, fundando a The Filmakers, junta com seu marido Collier Young, com a premissa de realizar filmes realistas abordando temas que eram (e continuam) sendo tabus.
Nesse contexto, surgem obras como Mãe Solteira, seu melhor filme; O Bigamo, tratando de bigamia, ou O Mundo é o Culpado, tratando de como a vida de uma mulher é destruída após ser estuprada. Devido à tamanha ousadia em sua época, como aponta Felipe Brida no blog Cinema na Web: o roteiro foi rejeitado, além de diálogos serem considerados inapropriados pelo simples fato de mencionarem termos como "maníaco sexual" e "estupro". "Trechos de diálogos e cenas foram retirados pelo Código Hays (o código de censura que existiu em Hollywood entre as décadas de 1930 e 1960), deixando o filme “limpo”, com ideias subentendidas [...]".
Ida em sua curta mas imensamente importante carreira como diretora, produziu, roteirizou e dirigiu filmes protagonizados por mulheres sob os gêneros melodrama ou noir, abordando temas que não eram debatidos em sua época pela sociedade patriarcal estadunidense. Apesar do brilhantismo técnico e temático em Mãe Solteira, O Mundo é o Culpado é um filme mais genial e importante do que um ótimo filme.
Se o tema ainda é considerado tabu nos dias hoje imagina na época do lançamento do filme. Ele perde um pouco da sua força dramática na sua metade final, mas ainda pode ser considerado uma das melhores obras cinematográficas a tratar sobre o estupro e dos efeitos sociais e psicológicos que ele traz para as suas vítimas.
Ótimo e atemporal, extremamente ousado pra época que foi produzido.
Em 1947, após a optação de não renovação de contato entre Warner Bros e Ida Lupino, devido anos desgastantes entre estúdio e atriz, já que Ida batia de frente com diretores, recusando papéis, rendendo-lhe suspensões, o que lhe permitiu conhecer mais os bastidores e os processos de filmagem e edição nas áreas técnicas, Ida partiu para seus empreendimentos cinematográficos, fundando a The Filmakers, junta com seu marido Collier Young, com a premissa de realizar filmes realistas abordando temas que eram (e continuam) sendo tabus.
Nesse contexto, surgem obras como Mãe Solteira, seu melhor filme; O Bigamo, tratando de bigamia, ou O Mundo é o Culpado, tratando de como a vida de uma mulher é destruída após ser estuprada. Devido à tamanha ousadia em sua época, como aponta Felipe Brida no blog Cinema na Web: o roteiro foi rejeitado, além de diálogos serem considerados inapropriados pelo simples fato de mencionarem termos como "maníaco sexual" e "estupro". "Trechos de diálogos e cenas foram retirados pelo Código Hays (o código de censura que existiu em Hollywood entre as décadas de 1930 e 1960), deixando o filme “limpo”, com ideias subentendidas [...]".
Ida em sua curta mas imensamente importante carreira como diretora, produziu, roteirizou e dirigiu filmes protagonizados por mulheres sob os gêneros melodrama ou noir, abordando temas que não eram debatidos em sua época pela sociedade patriarcal estadunidense. Apesar do brilhantismo técnico e temático em Mãe Solteira, O Mundo é o Culpado é um filme mais genial e importante do que um ótimo filme.
16/01/2025
Gostei
28/11/23
Se o tema ainda é considerado tabu nos dias hoje imagina na época do lançamento do filme. Ele perde um pouco da sua força dramática na sua metade final, mas ainda pode ser considerado uma das melhores obras cinematográficas a tratar sobre o estupro e dos efeitos sociais e psicológicos que ele traz para as suas vítimas.