Joe Norson é um pobre carteiro que tem uma doce esposa grávida. Ele decide roubar US$30,000 pertencentes a um casal de chantagistas assassinos. Depois de alguns dias de reflexão, Joe decide devolver o dinheiro roubado, mas acaba sendo perseguido pelas vítimas do assalto.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Eu considero Side Street (1949) um filme bem mediano. Desde o começo já dá pra sentir que não é uma produção de primeiro escalão, e isso se reflete muito no elenco. Com exceção de Farley Granger, ninguém realmente se destaca. E o Granger, pelo menos, está bem no papel desse moço ingênuo, meio perdido na vida, tentando acertar mas sempre tomando decisões erradas, carregando aquela expressão constante de quem está no limite entre o desespero e a esperança mínima de que tudo vai se resolver. Ele já tinha brilhado ao lado de Hitchcock em Rope (1948) e em Strangers on a Train (1951), e aqui dá para ver um pouco da mesma sensibilidade dele para interpretar caras jovens, confusos, vulneráveis — mas o filme não faz muito para ajudar.
A trama em si não é nada demais. Tudo parece muito básico, sem grandes personagens ou desenvolvimentos chamativos. Com exceção do protagonista, que ainda tem um certo desenvolvimento, mas nada demais, ninguém gera empatia, apreço ou qualquer vontade de acompanhar mais de perto. É aquele tipo de história que parece que anda em círculos: você sente que ela não sai do lugar, que as situações se repetem em essência e que o roteiro nunca engrena de verdade. Ainda bem que o filme é curto, porque mesmo com essa duração mais enxuta ele já passa a sensação de estagnação.
Por outro lado, admito que a cena final, com a câmera bem aberta e alguns cenários urbanos belíssimos, além de uma fotografia realmente bem trabalhada, funciona muito bem. É um momento forte visualmente, quase como se o diretor tivesse guardado toda a energia criativa para os últimos minutos. Mas, no fim das contas, nada disso salva o filme como um todo.
Side Street acaba sendo isso: um noir que tem potencial visual, mas permanece preso a uma narrativa morna, personagens pouco interessantes e uma sensação constante de que nada evolui. Um filme que, apesar de alguns acertos pontuais, simplesmente não se destaca.
Definitivamente não merece a média que tem aqui, e isso foi uma decepção.
Assistido em 23/11/2025
Maravilhosos aqueles primeiro minutos em seu retrato social e demográfico da criminiladade de NOva York, além dos mais cinematograficamente é muito bem realizado com tomadas beirando a perfeição da cidade e uma fotografia absurdamente elegante. Infelizmente não consegui me conectar muito com a trama meio estapafúrdia e improvável demais pro meu gosto.
"Side Street" é um mistério de assassinato elegante, embora complicado, sobre um fracassado homem de negócios (Joe Norson), que é
tentado a cometer um assalto. Infelizmente, o dinheiro que ele recebe pertence a um par de chantagistas implacáveis, que não ficam impressionados quando Joe se oferece para devolvê-lo - principalmente porque o "amigo" que ele deixou para guardar-se ajudou-o a fazê-lo. A partir de então, tudo o que o Joe tenta o deixa mais encrencado
Muito longo e muito complicado, mas feito com competência e no melhor estilo noir de filme que faz bom uso de luz e sombra. Transmite bem a fraqueza geral e o desespero dos pequenos que tentam passar o tempo em Nova York.
Não gostei tanto do roteiro, mas gostei bastante da fotografia, o modo com que mostra NY, a cena da perseguição de carros...
A decisão errada de um carteiro o leva a situações inesperadas. História improvável, mesmo para a época, que transforma um homem comum em um detetive policial tentando corrigir seu erro. Prefiro Anthony Mann nos faroestes.