Um pai de família acossado por problemas econômicos, conhece um homem que se propõe a ser seu chofer em pequenos assaltos. Tudo se complica quando se vê envolvido em um sequestro.
The Sound of Fury faz uma boa crítica ao sensacionalismo midiático, mas tenta erroneamente vitimizar um cúmplice de assassinato. Julgar uma pessoa pelo que ela causou não é ódio, mas sim justiça, e nisso o filme peca bastante. O final se aproxima de "Fury", do mestre Fritz Lang, feito 20 anos antes, mas definitivamente, esse não tem o mesmo peso na trama.
"Mas o ódio não é a resposta. É errado tratar Tyler e seu cúmplice como se não fossem humanos. Os homens não vivem no vácuo, eles vivem um com o outro. E se uma pessoa se torna criminoso, ás vezes é o ambiente errado."
Filme interessante, sobre o que as pessoas fazem com o que tem, ou com o nada que tem. Filme antigo, porém atual. Que mostra a realidade de vários lugares, em especial nosso país. Quantos pais de família não se envolveram por não ter nada pra dar pro seus filhos, ou por querer algo que a tv e a mídia empurram goela abaixo? com que para ser alguém, precisamos ter algo. Muitos se envolvem e talvez tem até outra opção, mas puxar carrinho com papelão, não é todo mundo que tem esse sangue de barata né? se tem disposição, se envolve mesmo.
Baseado em evento real ocorrido em 1933, denuncia a imprensa marrom e como ela inflama o desejo de vingança da população. O diretor Cy Endfield, assim como Jules Dassin e Joseph Losey emigrou para a Europa por causa da perseguição machartista. Um detalhe macabro, segundo o IMDb
O ator infantil Jackie Coogan (O Garoto, de Chaplin) era colega de Universidade da vítima real, Brooke Hart e foi um dos que ajudaram no linchamento dos suspeitos.
a abertura é especialmente forte, um olhar incrivelmente poderoso sobre a divisão entre as classes sociais nos EUA em 1950, culminando na transformação de cidadãos cumpridores da lei em uma turba violenta e sedenta de sangue empenhada em tomar a lei em suas próprias mãos. A psicologia de massas da violência popular não poderia ser melhor retratada. A mensagem de que a violência nunca resolve o conflito é hoje tão dolorosamente atual quanto era em 1950. Nunca aprenderemos com o passado?
Um dos filmes Noir mais sombrios que eu já vi. Gera uma cascata de emoções sucessivas que abrangem o espectro de experiências, necessidades e impulsos humanos. Muito bem trabalhado e vale a pena assistir.
Péssimo filme!
The Sound of Fury faz uma boa crítica ao sensacionalismo midiático, mas tenta erroneamente vitimizar um cúmplice de assassinato. Julgar uma pessoa pelo que ela causou não é ódio, mas sim justiça, e nisso o filme peca bastante. O final se aproxima de "Fury", do mestre Fritz Lang, feito 20 anos antes, mas definitivamente, esse não tem o mesmo peso na trama.
"Mas o ódio não é a resposta. É errado tratar Tyler e seu cúmplice como se não fossem humanos. Os homens não vivem no vácuo, eles vivem um com o outro. E se uma pessoa se torna criminoso, ás vezes é o ambiente errado."
Filme interessante, sobre o que as pessoas fazem com o que tem, ou com o nada que tem. Filme antigo, porém atual. Que mostra a realidade de vários lugares, em especial nosso país. Quantos pais de família não se envolveram por não ter nada pra dar pro seus filhos, ou por querer algo que a tv e a mídia empurram goela abaixo? com que para ser alguém, precisamos ter algo. Muitos se envolvem e talvez tem até outra opção, mas puxar carrinho com papelão, não é todo mundo que tem esse sangue de barata né? se tem disposição, se envolve mesmo.
E no final, um linchamento, como nos dias de hoje não é tão distante da nossa realidade ver isso ocorrer por ai. E nem precisamos ir muito longe.
Baseado em evento real ocorrido em 1933, denuncia a imprensa marrom e como ela inflama o desejo de vingança da população. O diretor Cy Endfield, assim como Jules Dassin e Joseph Losey emigrou para a Europa por causa da perseguição machartista.
Um detalhe macabro, segundo o IMDb
O ator infantil Jackie Coogan (O Garoto, de Chaplin) era colega de Universidade da vítima real, Brooke Hart e foi um dos que ajudaram no linchamento dos suspeitos.
Muito bom, gostei.
Um filme notável,
a abertura é especialmente forte, um olhar incrivelmente poderoso sobre a divisão entre as classes sociais nos EUA em 1950, culminando na transformação de cidadãos cumpridores da lei em uma turba violenta e sedenta de sangue empenhada em tomar a lei em suas próprias mãos. A psicologia de massas da violência popular não poderia ser melhor retratada. A mensagem de que a violência nunca resolve o conflito é hoje tão dolorosamente atual quanto era em 1950. Nunca aprenderemos com o passado?