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Sinopse
Um comerciante japonês deixa sua esposa e viaja para a Manchúria, onde testemunha um ato de barbárie. Suas ações subsequentes causam mal-entendidos, ciúmes e problemas legais para sua esposa.
Certamente Kiyoshi Kurosawa é um diretor bem eclético mas este filme é um ponto muito fora da curva em sua filmografia. Nada do encontro do terror com a espiritualidade, aqui o foco é um drama de guerra pomposo em formato de denúncia. No geral, um filme correto, com trama bastante comum para o gênero. Há uma tentativa de uma grande surpresa mas que não surte o efeito uma vez que a previsibilidade é bem nítida.
Um melodrama cheio de autocríticas à postura do Japão na guerra, Kurosawa tira o rótulo de um país somente como vítima e mostra os horrores também praticados pelos japoneses durante o conflito.
Tudo começa com um possível espião que leva informações aos aliados. A partir daí, Kurosawa vai, aos poucos, desvendando o mistério que paira nas dúvidas da esposa de Yasuka (o suposto espião). Ela embarca em uma busca pela verdade, mas guiada pelo sentimento de salvar seu casamento, que está muito além de qualquer causa.
Kurosawa não deixa claro se Yasuka agiu de fato para salvar Yu Aoi ou se a intenção foi realmente resguardar seus planos políticos. E é isso que torna a trama ainda mais interessante, nesse misto de inteligência e/ou ato de amor.
O plano aberto na cena final é um primor e mostra por que Kurosawa é tão magistral.
Como diria Scorsese: Absolute Cinema! Porém, injustamente, com uma nota média muito abaixo do que merecia. Um drama japonês de guerra que se propõe a olhar para si mesmo enquanto nação, com uma autocrítica dura e sem rodeios. Além disso, há subtramas bem colocadas e que se acrescem com o desenrolar da história.
"Eu não sou louca. Porém esse é justamente o fato que faz de mim uma louca neste país."
- 7/10 - realmente bonito, a fotografia e o figurino chamam bastante atenção - o diretor foca mais na relação dos personagens do que o contexto histórico que estão passando - mas o contexto que me interessou
Certamente Kiyoshi Kurosawa é um diretor bem eclético mas este filme é um ponto muito fora da curva em sua filmografia. Nada do encontro do terror com a espiritualidade, aqui o foco é um drama de guerra pomposo em formato de denúncia. No geral, um filme correto, com trama bastante comum para o gênero. Há uma tentativa de uma grande surpresa mas que não surte o efeito uma vez que a previsibilidade é bem nítida.
"E agora o Japão irá perder."
Um melodrama cheio de autocríticas à postura do Japão na guerra, Kurosawa tira o rótulo de um país somente como vítima e mostra os horrores também praticados pelos japoneses durante o conflito.
Tudo começa com um possível espião que leva informações aos aliados. A partir daí, Kurosawa vai, aos poucos, desvendando o mistério que paira nas dúvidas da esposa de Yasuka (o suposto espião). Ela embarca em uma busca pela verdade, mas guiada pelo sentimento de salvar seu casamento, que está muito além de qualquer causa.
Kurosawa não deixa claro se Yasuka agiu de fato para salvar Yu Aoi ou se a intenção foi realmente resguardar seus planos políticos. E é isso que torna a trama ainda mais interessante, nesse misto de inteligência e/ou ato de amor.
O plano aberto na cena final é um primor e mostra por que Kurosawa é tão magistral.
Como diria Scorsese: Absolute Cinema! Porém, injustamente, com uma nota média muito abaixo do que merecia. Um drama japonês de guerra que se propõe a olhar para si mesmo enquanto nação, com uma autocrítica dura e sem rodeios. Além disso, há subtramas bem colocadas e que se acrescem com o desenrolar da história.
"Eu não sou louca. Porém esse é justamente o fato que faz de mim uma louca neste país."
Só eu fiquei com a impressão de que foi o próprio marido que denunciou a mulher com o falso filme para tentar se livrar dela?
- 7/10
- realmente bonito, a fotografia e o figurino chamam bastante atenção
- o diretor foca mais na relação dos personagens do que o contexto histórico que estão passando
- mas o contexto que me interessou