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Que filme duro e real, mas ao mesmo tempo tão bonito! Mostra a história de Loh Kiwan, um desertor da Coreia do Norte que busca refúgio em Bruxelas, logo no começo acompanhamos todo o sofrimento de um ‘indigente’ em país estrangeiro, que precisa se alimentar de comida achada no lixo e aguentar a violência gratuita de pessoas ignorantes. O caminho dele se cruza com Marie, uma jovem envolvida com drogas e jogos de aposta e então um ajuda ao outro a superar o passado e a viver o presente de maneira digna.
Aqui também tem o famoso draminha sul coreano de romance, então algumas cenas podem parecer ridículas para quem não é acostumado, rs.
Song Jung Ki, como sempre, entregando tudo.
Cairo entra para a aula de Língua Inglesa do professor Miller, que logo é surpreendido pela inteligência e repertório literário da jovem. Ela amacia o ego do professor/escritor ao recitar trechos de seu livro, ele, por sua vez, se apresenta como certo escapismo para a solidão da moça. Logo no começo a história me lembrou um pouco o livro 'Minha sombria Vanessa', mas do meio para o fim, o ato catártico de Cairo afim de superar a mediocridade de seus dias soou como uma doce vingança muito bem descrita pela fala da esposa de Miller:
"Adolescentes são perigosos, Jonathan. São cheios de violência emocional e vitupérios"
Com uma estética clássica misteriosa lindíssima, bem ao estilo Dark Academy, e com várias referências literárias, é um prato cheio aos olhos de quem está inserido (e gosta) nesse meio.