Últimas opiniões enviadas
A ideia kafkiana é boa, trazendo reflexão acerca da solidão e da perfeição estética, mas a execução ficou MUITO ruim.
O filme não convence que a protagonista está desesperada ao ponto de recorrer ao tratamento misterioso extremamente invasivo, não convence que a atriz é feia e precisa de reparos, faltou mais motivação.
Fica difícil entender se a produção é amadora ou profissional, em vários momentos pareceu um trabalho feito pelo estagiário, só pra adquirir experiência na área, outrora já soou como um trabalho de mãos experientes. Faltou consistência.
Várias cenas são desnecessárias. Repetem falas já ditas, mostram elementos que já foram mostrados
(O dedo envelhecido, por exemplo, TODA HORA na tela como se não tivéssemos visto), as cenas com o vizinho da frente tiveram qual propósito? Mostrar que Sue era desejada? Isso ficou bem óbvio. Colocar perigo sobre a descoberta do corpo da Elizabeth? A situação do namorado quase entrando no banheiro já cumpriu esse papel.
Ainda sobre coisas desnecessárias: Os 30min finais precisavam existir?
O monstro é sim chocante, um horror, mas tem algo mais chocante do que a realidade? O próprio ato de injetar uma substância esquisita no corpo, retirar líquido da espinha, depender daquilo pra viver e ainda assim não seguir as regras -que o não cumprimento gera efeitos irreversíveis-, é extremamente medonho e tenebroso! Obviamente se trata de ficção, mas depois de tudo que foi mostrado, um monstro jorrando sangue não é nada, ou pior: É desconexo! Tira a imersão e o foco do que realmente se trata toda a história.
Os pontos positivos foram
as atuações das protagonistas, super intensas e sinceras. Também gostei de como foi colocado o auto ódio demonstrado pelo clone e pela matriz, creio ser a única parte original do filme.
Não recomendaria, não reassistiria, não é um filme bom. Há outros conteúdos que mostram o mesmo que este filme quis passar, e de uma forma mais organizada, mais coerente e menos forçada.
Mesmo o filme simplificando o conceito de ação e reação, ainda mais quando se trata de personalidade, passo pano pois há certa coerência e a lógica se faz presente.
No começo fiquei preocupada e insistentemente tentando encontrar lógica no porquê das coisas, é algo que eu particularmente já tenho o costume, mas o filme instiga ainda mais nesse processo.
Até que as emoções foram impostas em um contraste de delicadeza e agressividade, há momentos onde a situação vai de 0 a 100 em um pulo, enquanto há outros onde lentamente tudo te envolve na atmosfera e quando você menos espera, os olhos estão marejados de tanta emoção.
Não tem muito o que dizer, mas há muito para sentir. O filme é humano. Marisol é incrível. Memorável.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
O filme é bonito visualmente, as roupas são incríveis, há cenas super interessantes que remetem ao estilo de Arsène Lupin, mas o conceito da protagonista é PODRE demais, muito preguiçoso. Toda a narrativa de desenvolvimento e esforço é jogada fora e se resume à genética. Decepcionante.