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Filme incômodo, mas belíssimo.
Incômodo tanto pela expropriação de uma terra sacra, quanto pela relação incestuosa entre mãe e filho. A mãe coloca o pai morto no lugar de Deus e devota sua vida à defender sua casa da destruição, recusando a oferta de saída da terra. Nessa destruição, a civilização dessacraliza a terra para a construção de um campo de esqui. A marca do diabo é a tinta usada para determinar qual árvore será derrubada. Johannes é um Jesus criado na pureza da pretensa distância do vício e da luxúria.
Where is the devil?
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O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Certamente uma referência que influenciou diversos autores de enredos. Tem um quê de Lobo da Estepe, mas apresentado de forma sinistra, na divisão da "personalidade", este jogo que se faz com o duplo, o semelhante, e que Rimbaud lançou na fórmula "O eu é o outro". O filme me desagradou no início, não me fisgou, mas me entreteve conforme a realidade foi distorcida por meio do jogo de espelhos que, como nos esquemas ópticos de Bouasse, o objeto real projeta uma imagem real no espelho côncavo e, refletida no espelho plano, a imagem virtual, a ilusão, é produzida.
No Lobo da Estepe, Harry Haller se depara com essa mesma ilusão ao adentrar o Teatro Mágico e olhar através do espelho; a divisão que ocorre entre o homem versus o lobo é suplantada pela fragmentação.
A resolução de Mima e de HH são aproximadas nisto: na possibilidade de continuidade da vida ao sair do espelho, diferente de Rumi, que continua a viver na ilusão.
Da metade para o final, o filme é impecável.