Vitor Biazzin
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Estes são os meus filmes e séries favoritos

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Pecadores

Últimas opiniões enviadas

Todo Mundo no Rio com Lady Gaga (Mayhem on the Beach) 89

Todo Mundo no Rio com Lady Gaga

  • Vitor Biazzin
    11 meses atrás

    Time dos que estavam presencialmente em Copacabana! :)
    Sério: já faz quase uma semana do show e eu ainda não consegui superar.

  • Anora (Anora) 1,1K

    Anora

  • Vitor Biazzin
    1 ano atrás

    Mais um degrau do cineasta Sean Baker na contínua busca pelos sonhos criados pelo ser humano como rota de fuga à vida miserável e banal dos tempos contemporâneos. Se em "Projeto Flórida" a situação marginal é mostrada na primeira grande metade do filme, para depois ser contraposta ao contexto de sonho evocado pelos parques de Walt Disney na cena final, em "Anora" a curva dramática é invertida. O filme começa construindo o fantástico conto de fadas que faz a protagonista se envolver até o ponto de se enganar a si mesma, para que o xeque mate retumbante e fatal causado pela realidade nua e crua da vida chegue de supetão como um soco no estômago em todo o segundo ato. A stripper Anora conhece Ivan por acaso em uma noite de trabalho no Brooklyn, e logo se apaixona pela vida de prazeres fáceis regada a festas, luxo e ostentação proporcionada pelo jovem cliente, um garoto russo herdeiro magnata de um grande patrimônio. O filme não engana e nem cria armadilhas: desde o início constrói o garoto como mimado e com alto grau de imaturidade e irresponsabilidade (foco nas frequentes tomadas de ejaculação precoce e jogos de video game). Tudo é levado ao extremo quando Anora aceita o pedido de casamento feito por Ivan em Las Vegas: seria por interesse na herança? Paixão verdadeira? Nelson Rodrigues tem uma frase que sintetiza bem a questão central do filme: "Dinheiro compra tudo, até amor verdadeiro". Com um ritmo frenético que mistura humor e aflição, o roteiro inteligente mostra personagens complexos e contraditórios, todos culpados pela situação absurda mostrada na tela, todos vítimas da situação intragável vivenciada nos tempos atuais, cada um em seu contexto. Momentos de riso amarelo se misturam com momentos trágicos, assim como os sentimentos da protagonista Anora: o fato é que ela confunde interesses materiais e prazeres fugazes com o amor verdadeiro. A intensa objetificação feita do seu próprio corpo para a sua própria sobrevivência talvez tenha sido um obstáculo no entendimento do que é uma relação duradoura construída a partir do afeto (basta reparar na dificuldade que Anora tem de se relacionar com Igor, a única figura do filme a agir com o mínimo de generosidade e empatia para com a protagonista). A loucura do mundo contemporâneo nos confunde a cada esquina: um gole de vodka pode fazer com que uma noite de prazer fugaz seja idêntica ao contexto duradouro de uma vida a dois. Mais uma história triste e dramática de Sean Baker, mais um estudo multifacetado da vida contemporânea em seus diferentes aspectos.

  • Pleasure (Pleasure) 123

    Pleasure

  • Vitor Biazzin
    2 anos atrás

    Muito além de fazer um retrato fiel da indústria pornográfica, o longa "Pleasure" (da diretora sueca Ninja Thyberg) compromete-se a iluminar as determinantes de gênero colocadas no tabuleiro deste obscuro universo. Bella chega em Los Angeles com o sonho de se tornar a próxima estrela pornô da indústria. Em uma das primeiras cenas do filme, o desconforto e a hesitação da personagem em sua primeira gravação explícita são colocados no foco central da trama pela delicada interpretação de Sofia Kappel - o que nos leva a concluir que Bella tem certo receio de sua escolha. Até onde vai a protagonista? Quais são os seus limites? A dúvida latente mantém a curiosidade do espectador acesa ao longo de toda a progressão do filme. Ao mesmo tempo que temos uma Bella desconfortável em sua primeira gravação, vemos um discurso convicto em suas primeiras negociações: Bella deixa claro seus limites para um dos diretores, embora justifique essa "limitação" como uma "carta na manga" que quer guardar para mais tarde. Com o passar das semanas, a dura realidade da alta concorrência e escassez de trabalho fazem com que a personagem ceda as suas imposições iniciais, aceitando fazer gravações mais radicais e subversivas. Bella então mergulha no terreno mais denso e underground da indústria, submetendo-se a gravações com temática de sadomasoquismo, violência sexual e submissão. Se por um lado a protagonista encontra uma equipe composta predominantemente por mulheres, que a tratam com dignidade e empatia, o contrário também entra em cena quando Bella precisa lidar com uma equipe pouco profissional e agressiva composta por um diretor machista e dois atores violentos. O filme aos poucos vai construindo a imagem perversa da indústria pornográfica: não é sempre que você vai encontrar uma equipe humanitária e profissional; existem pistas falsas e armadilhas pelo caminho. Depois de uma sequência extremamente incômoda e perturbadora, o filme faz o espectador acreditar que a protagonista vai por fim desistir de seu sonho. Ledo engano: Bella permanece convicta e busca outras formas de se reerguer dentro do ofício. Aqui cabe uma reflexão: quais são as motivações reais da personagem? O filme deixa bastante claro que a protagonista quer engajamento, fama, visibilidade e dinheiro; mas ao mesmo tempo, uma certa atmosfera de apatia e indiferença circundam a vida de Bella - é como se a personagem estivesse desconectada de sua própria essência, raízes ou família. Seria este o retrato de uma geração? O longa acerta ao tentar examinar as fronteiras entre o conteúdo temático a ser gravado e a realidade das relações profissionais na indústria pornográfica: em uma das cenas, um dos atores se aproveita de uma cena de submissão para se vingar de uma atriz que o jogou na piscina anteriormente. Uma postura antiética que é depois reproduzida por Bella no final da película: com uma cinta peniana, a protagonista assume um papel de dominação e utiliza a temática da cena a ser gravada para descontar sua vingança na atriz concorrente com quem divide a cama. Interessante observar as contradições colocadas pelo filme no desenrolar da trama: se no começo da história Bella é alertada para tomar cuidado com as amizades hipócritas que apunhalam pelas costas e puxam o tapete, no fim das contas, a maior ação de vilania é cometida por ela mesma. O filme não nos traz respostas concretas mas é válido por levantar perguntas e discussões interessantes, além de iluminar pontos obscuros que nos fazem pensar e refletir a respeito do tema. Não sei se concordo com a representação que o filme faz da indústria na sequência final do filme: talvez a forma esteja glamourizando demais algo que esteja sendo criticado. Acredito que seja um problema de disposição dos argumentos: se a glamourização estivesse presente na primeira metade do filme, deixando as cenas mais perturbadoras pro fim, talvez o roteiro ficasse mais alinhado com o discurso defendido pela obra.

  • Filmow 9 anos atrás

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Juliana Saravali Garcia 11 anos atrás

    <3

  • david_alef 11 anos atrás

    Dizem sou seu clone .-.
    Concorda comigo que isso não procede?