Últimas opiniões enviadas
Muita câmera na mão e pessimismo, "Tudo Sobre Lily Chou-Chou" se torna emblemático no que é (ou no que tenta ser).
Gosto muito do cinema que se permite não ser polido, aqui o filme abraça o caos e a captação ruidosa de imagem. Um prato cheio para quem aprecia a estética da filmadora portátil, o segmento em Okinawa é um mergulho no trauma através dos quadros.
O filme é excessivo na exposição do comportamento disfuncional dos jovens, sem trazer uma clareza narrativa para as conexões, isso gera uma frieza involuntária no espectador. O chat de adoração à Lily é a forma que compreendemos as motivações e crises internas daquela sociedade juvenil, mas tudo é muito abstrato, nesse sentido que o filme se perde.
Talvez seja uma escolha da direção: trabalhar os extremos sem recuar. O desfecho
— da overdose do Éter, em que percebemos que nem a Lily (a arte mais bem fruida) pode salvar aqueles personagens —
Lars von Trier é o cineasta da dor, dividindo a realeza com Michael Haneke.
Quando digo dor, não é apenas a exposição gráfica do sofrimento, é a elaboração escrita, vivida, calculada do que é sofrer. Em "A Casa que Jack Construiu", há um tormento mórbido no assassino desnorteado com os próprios rastros. Perdido na contradição de querer mostrar seus crimes e viver fugindo.
A estética da câmera na mão faz o espectador ser voyeur da violência extrema, o olho que espia. É isso que Trier sempre fez, aqui ele grita isso para o mundo (como se já não soubéssemos). A própria escalação da Uma Thurman
— apenas para morrer de forma estúpida —
O filme é excessivo, as vezes tenso e as vezes tedioso. Cheio de contradições e insuficiências: a viagem do cruel Jack com Virgílio (na travessia de Caronte) é pintada com a beleza de uma tela, e isso é Lars von Trier em essência.
Últimos recados
Oi, Giovane! Tudo certo? Espero que sim!
Seguinte, já que somos amigos aqui na plataforma, nada melhor do que a gente interagir, certo? E cá estou eu puxando assunto! =D
Então, eu vim aqui saber se vc curte aquele estilo de filme louco que te faz duvidar das coisas, que te faz ponderar e questionar... Sabe aquele estilo de filme complexo?
Então... Eu curto bastante. São excelentes pra tirar da zona de conforto do pensamento!
Se vc também curte esse tipo de filme com teor filosófico - mais especificamente, dentro da área da teoria existencialista - dá uma olhada na lista que eu criei aqui no filmow. Modéstia parte, eu curti demais o resultado.
Espero que vc também curta!
Lógico que notei que vc já está seguindo muitas listas então, seria compreensível se vc não quiser seguir a minha, mas, talvez ela seja do seu interesse. Quem sabe? =)
Qualquer que seja o caso, eu espero seu feedback hem? Abraço aí e bons filmes!
Ah e precisando trocar uma ideia tamos aí, hein?
Não somos amigos aqui no filmow à toa! =D
Lista "Existencialismo" :
https://filmow.com/listas/existencialismo-l188340/
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Oie <3
Filme na média, bom design de produção, figurino e trilha sonora. Encapsula bem os anos 2000, nostálgico para quem passou a infância/adolescência nessa época.
O roteiro (sem filtro nenhum) envelheceu mal e é agravado com atuações que não convencem. A sensação é que o filme podia ter sido muito mais do que foi, mas diverte no que consegue entregar.