Últimas opiniões enviadas
caramba. fazia tanto tempo que eu não me surpreendia com um filme. os primeiro 50 minutos são eletrizantes e geniais. a maneira de como o filme se constrói e a narrativa que te prende e te anseia e causa um medo/angústia fodida. eu sou daquelas que gosta de antecipar ou procurar spoiler antes de assistir, mas nesse eu fui de uma vez e não quis pegar pista de nada, foi melhor assim. sem dúvida um dos melhores filmes da década
gostei muito do 'conceito' do filme, apesar de ser bem estilo sem substância. logo dá pra ver a despersonalização e o deslocamento que o personagem sente, porém, é só isso. a partir da parte do hotel as coisas começam a desandar e fica com aquela cara de filminho brasileiro ordinário. no mais, encarei mais como um onirismo, como fotografias aleatórias e fragmentos de memórias.
Últimos recados
Olá! AMEI seus Favoritos. Vou dar uma olhada em vários hehe. Valeu!
oieeeeeeeeeee
Fui arrebatada por este filme. Sem brincadeira, acredito que seja um dos melhores que já vi na vida, e que, de alguma forma, eu ansiava pelo encontro com o personagem do Óscar sem saber!
Um brinde ao degredo social dos esquisitos, atormentados, feios, sem carisma, desajustados, histéricos, insólitos de verve igualmente insólita, intragáveis, que habitam a palavra como se ela fosse o último território possível. Uma tragédia em forma de comédia de erros.
Gosto de como os personagens encarnam uma visão ímpar do uso das palavras e do que vem a ser a poesia: ponte para o escárnio, para a degeneração, para a dissociação, para o identitarismo, para o consolo. A palavra como altar e como vômito.
O poeta que habita seu mundo melancólico se espelha num trágico inatingível que já não encontra eco nos dias de hoje. Ele performa num tempo que exige cinismo. Já não é possível habitar a hipérbole sem ser visto com desconfiança e inadequação. O maravilhamento virou constrangimento público. E então resta o ridículo.
No fim, é só um homem em busca de redenção consigo e com os seus. Um poeta anti-herói lido como medíocre porque ousa acreditar que a palavra ainda pode salvá-lo. A tragédia não é sua falha; é o fato de que ninguém mais leva a sério o delírio necessário à criação.
Há algo de profundamente doloroso na ilusão do refúgio na arte. A arte não protege. Não salva do mundo. Não devolve o amor. No máximo, organiza a ruína.
A palavra atravessa pessoas escritas num mesmo caderno, mas cada uma lê uma coisa diferente. Talvez o filme esteja falando disso: da solidão inevitável de quem escreve. E, apesar de tudo, o poeta insiste. Porque não sabe existir de outra maneira.