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É um daqueles filmes em que vale a pena conhecer um pouco do contexto histórico antes de assistir, porque isso torna a história muito mais interessante e fácil de entender.
O filme acompanha os primeiros anos do reinado de Vitória, que se tornou rainha em 1837, aos 18 anos, e dá bastante destaque à sua relação com o príncipe Albert. Como era comum nas monarquias europeias do século XIX, o casamento também tinha uma forte dimensão política e dinástica. A união entre os dois já era planejada pelas famílias desde a infância, e Albert recebeu uma educação cuidadosamente direcionada para prepará-lo para esse papel. Seu tio, Leopoldo, rei dos belgas, foi um dos principais articuladores dessa aproximação.
O interessante é que, apesar de o casamento ter sido inicialmente pensado como uma aliança política, a história dos dois acabou tomando um rumo muito mais romântico. Quando se reencontraram, em 1839, Vitória se apaixonou por Albert e eles acabaram se casando apenas cinco dias após a chegada dele.
A relação entre os dois se tornou uma das uniões mais emblemáticas da monarquia britânica. Albert passou a exercer uma influência cada vez maior sobre Vitória, tornando-se seu conselheiro e participando ativamente de questões políticas, científicas, culturais e administrativas. Juntos, tiveram nove filhos e construíram a imagem de uma família real unida e respeitável, contribuindo para transformar a percepção pública da monarquia. Além disso, o casamento teve um impacto cultural que ultrapassou os limites da própria realeza. O famoso vestido branco usado por Vitória na cerimônia ajudou a popularizar o branco como cor tradicional dos vestidos de noiva no Ocidente.
No fim, o filme funciona muito bem como um romance de época, mas fica ainda mais interessante quando a história de amor se entrelaça com disputas de poder e toda a complexidade da monarquia britânica do século XIX.
Sabe aqueles filmes de romance bem clichês? A gente começa assistindo já sabendo exatamente como vai terminar. Ainda assim, As Cores do Amor é um filme super gostoso, ideal para aqueles momentos em que não queremos pensar muito, mas apenas relaxar a mente e fugir um pouco da realidade. No fundo, sabemos que aquele ideal de romance dificilmente acontece daquela forma na vida real — e talvez seja justamente isso que torne esse tipo de filme tão confortável.
Outro ponto que prende a atenção é a química entre os protagonistas. Eles combinam visualmente, são bonitos e atraentes, o que torna o romance ainda mais fácil de acompanhar.
Um ponto que me incomodou, porém, foi a edição. O filme é relativamente recente (2021), mas utiliza cortes entre algumas cenas com a tela preta, deixando a narrativa um pouco fragmentada e fazendo com que algumas cenas não tenham uma continuidade tão direta. Talvez algumas pessoas não se incomodem e até sintam que esses intervalos ajudam a “descansar” a mente, mas, para mim, esse recurso chama atenção justamente por não ser tão comum nas produções cinematográficas atuais.
No geral, é aquele típico filme para assistir sem grandes expectativas, quando você só quer relaxar e se deixar levar por uma história romântica previsível, mas gostosa.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Sicário é um termo usado para se referir a um matador de aluguel. No filme, ele é contratado por um agente da CIA para fazer o “trabalho sujo” — operações ilegais que a própria CIA não poderia assumir oficialmente. Por isso, ele é tratado como alguém totalmente descartável.
A estratégia da CIA é usar essas operações para interferir na política mexicana e provocar uma guerra interna entre os próprios cartéis. A ideia é desestabilizar a estrutura do narcotráfico e, ao mesmo tempo, agir nas sombras, sem que os Estados Unidos sejam diretamente responsabilizados. E é justamente essa parte que torna o filme interessante para além da ação. Ele mostra como, mesmo quando uma nação se apresenta como uma grande potência, defensora da ordem e da segurança, seus interesses políticos também podem envolver operações clandestinas, manipulação e decisões que colocam vidas humanas em segundo plano. O filme questiona até que ponto os interesses de uma potência podem justificar métodos ilegais e quais são as consequências disso para países mais vulneráveis.
No caso do México, essas interferências não ficam apenas no campo político: elas podem contribuir para alimentar conflitos internos e acabam sendo sentidas principalmente pela população, que é quem vive diariamente as consequências da violência e da instabilidade. No fim, Sicário deixa uma reflexão incômoda: até onde uma nação pode ir em nome dos seus próprios interesses — e quem realmente paga o preço quando as grandes potências decidem jogar nos bastidores?