Um filme sensível, que em certos aspectos lembra o "Aftersun" ao focar na relação do menino com o pais, mas aqui esse universo é expandido em mais de uma linha do tempo e no espaço, especialmente em Medellín, Colômbia. O filme acompanha a vida de Héctor (Javier Cámara), um médico de influência universitária que também defende a bandeira dos direitos humanos. A relação com seu filho e suas filhas é um achado no filme, que longe de se tornar piegas, tornou-se orgânico à obra, pois além do sentimentalismo envolvido, vamos percebendo o quanto a figura daquele pai impactou na vida e nas escolhas de vida dos jovens, em especial no filho. Ou seja, em nenhum momento essa relação soou gratuita ou desproposital. O filme inteiro é filmado meio que sob tensão, pois sabemos que, por várias autoridades, o trabalho de Héctor não é bem visto numa Medellín tomada pela corrupção e pelas forçar repressivas do Estado. Ainda assim seus filhos são capazes de crescer e de sonhar, mesmo que os pais tentem o cercar de todo o amor e afeto possível. É claro que uma hora ou outra a bomba irá de estourar, e assim acontece de forma mais natural possível. O filme conta com uma criação e atmosfera que, mesmo construída enquanto caricatura às vezes, passa a sensação de real perigo ou de risco iminente, o que é ótimo para sua atmosfera. Ao final, ficamos com a sensação que que não apenas somos vulneráveis e impotentes, mas que somos memórias, eternas lembranças, mesmo se estamos em vida, influenciamos pessoas por aquilo que falamos ou aquilo que conseguimos introjetar em suas mentes. Hector é apenas uma parte da lembrança daquelas crianças, que tentou protegê-las, e de fato não sabemos se ele foi bem sucedido, talvez em parte sim pois percebemos, no filho crescido por exemplo, muito de sua personalidade. É um filme mais contemplativo sobre os impactos das relações familiares, e por estar muito bem atuado tanto no universo adulto quanto no universo infantil, vale muito a pena a conferida. Não espere um enredo linear: há muito de crônica e aleatoriedade da construção da história, o que por si já é uma grande metáfora sobre a vida.
Um belo filme que retrata a vida de um pai de familia cuja principal missão, além de ser um bom exemplo para os filhos, é ajudar os menos favorecidos e fazer das Universidades centros de apoio para a comunidade, colocando em prática o conhecimento adquirido. Recomendo ler o livro, escrito pelo filho, que retrata com mais detalhes o papel deste médico covardemente assassinado por ser considerado comunista.
Um filme sensível, que em certos aspectos lembra o "Aftersun" ao focar na relação do menino com o pais, mas aqui esse universo é expandido em mais de uma linha do tempo e no espaço, especialmente em Medellín, Colômbia.
O filme acompanha a vida de Héctor (Javier Cámara), um médico de influência universitária que também defende a bandeira dos direitos humanos. A relação com seu filho e suas filhas é um achado no filme, que longe de se tornar piegas, tornou-se orgânico à obra, pois além do sentimentalismo envolvido, vamos percebendo o quanto a figura daquele pai impactou na vida e nas escolhas de vida dos jovens, em especial no filho. Ou seja, em nenhum momento essa relação soou gratuita ou desproposital.
O filme inteiro é filmado meio que sob tensão, pois sabemos que, por várias autoridades, o trabalho de Héctor não é bem visto numa Medellín tomada pela corrupção e pelas forçar repressivas do Estado. Ainda assim seus filhos são capazes de crescer e de sonhar, mesmo que os pais tentem o cercar de todo o amor e afeto possível.
É claro que uma hora ou outra a bomba irá de estourar, e assim acontece de forma mais natural possível. O filme conta com uma criação e atmosfera que, mesmo construída enquanto caricatura às vezes, passa a sensação de real perigo ou de risco iminente, o que é ótimo para sua atmosfera.
Ao final, ficamos com a sensação que que não apenas somos vulneráveis e impotentes, mas que somos memórias, eternas lembranças, mesmo se estamos em vida, influenciamos pessoas por aquilo que falamos ou aquilo que conseguimos introjetar em suas mentes.
Hector é apenas uma parte da lembrança daquelas crianças, que tentou protegê-las, e de fato não sabemos se ele foi bem sucedido, talvez em parte sim pois percebemos, no filho crescido por exemplo, muito de sua personalidade.
É um filme mais contemplativo sobre os impactos das relações familiares, e por estar muito bem atuado tanto no universo adulto quanto no universo infantil, vale muito a pena a conferida. Não espere um enredo linear: há muito de crônica e aleatoriedade da construção da história, o que por si já é uma grande metáfora sobre a vida.
Bom roteiro.
Coitada da Marta, :(
Assistido em 17/04/2022
Um belo filme que retrata a vida de um pai de familia cuja principal missão, além de ser um bom exemplo para os filhos, é ajudar os menos favorecidos e fazer das Universidades centros de apoio para a comunidade, colocando em prática o conhecimento adquirido. Recomendo ler o livro, escrito pelo filho, que retrata com mais detalhes o papel deste médico covardemente assassinado por ser considerado comunista.
Que filme lindo e triste! O que me encantou foi a dedicação desse pai, quanto amor, quanta pureza! Tinha que ser adorado mesmo!
Assistam!