Documentário realizado com imagens exclusivas, filmadas pelos soldados ou capturadas do inimigo. É a história da resistência do povo soviético diante dos temidos nazistas. Em 22 de junho de 1941 a Alemanha invade a antiga URSS. O Exército de Hitler acredita em uma batalha rápida, em poucos meses. Acreditavam poder aniquilar as principais forças do exército soviético e ocupar a parte européia do território com o objetivo de destruir o Estado Socialista e se apoderar de suas riquezas antes do início do temível inverno soviético. Subestimavam a capacidade da resistência soviética, do Exército Vermelho e da liderança do Partido Comunista comandado pelo secretário-geral, Josef Stalin. Em História das Guerras você terá a oportunidade de ver o quanto o exército Nazista estava profundamente enganado.
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Você sabia que russos lutaram ao lado do Japão na Segunda Guerra Mundial — e não por amor ao Império Japonês, mas por ódio ao comunismo?
Após a Guerra Civil Russa, milhares de soldados e civis antibolcheviques, os chamados russos brancos, fugiram da Rússia derrotados pelo Exército Vermelho. Muitos deles se estabeleceram na Manchúria, especialmente em cidades como Harbin, onde mantiveram sua cultura, suas redes militares e, principalmente, o desejo de vingança contra o regime soviético. Quando o Japão ocupou a Manchúria em 1931 e criou o Estado fantoche da Manchukuo, esses exilados viram ali uma oportunidade rara: lutar novamente contra a União Soviética.
O Japão, que enxergava a URSS como seu maior inimigo no norte da Ásia, soube explorar isso de forma fria e pragmática. Russos brancos foram recrutados para unidades armadas próprias, treinadas e equipadas pelo Exército Imperial Japonês, como o famoso Destacamento Asano. Eles guardavam ferrovias, patrulhavam cidades, combatiam partisans comunistas, atuavam como forças auxiliares e até como agentes de inteligência, usando seu domínio da língua russa e o conhecimento do território siberiano.
Esses homens vestiam uniformes japoneses, recebiam armas japonesas e obedeciam oficiais japoneses, mas não lutavam pelo imperador. Lutavam por uma ideia: a esperança de que uma derrota soviética abrisse caminho para o colapso do regime bolchevique e, quem sabe, para o retorno a uma Rússia que já não existia mais. Para muitos deles, era uma guerra pessoal, movida por exílio, perda e ressentimento.
O destino desses russos, porém, foi trágico. Em 1945, quando o Exército Vermelho invadiu a Manchúria, a maioria foi capturada. Para Stalin, eles não eram apenas inimigos: eram traidores. Muitos foram executados no local, outros enviados para campos de trabalho forçado na Sibéria, e alguns simplesmente desapareceram dos registros históricos. Pouquíssimos conseguiram fugir para o Ocidente.
Essa história pouco conhecida mostra que a Segunda Guerra Mundial não foi apenas um conflito entre países, mas também uma guerra de exilados, vinganças e escolhas desesperadas. Para esses russos, lutar pelo Japão não foi uma traição à pátria — foi a última tentativa de destruírem o regime que os havia expulsado dela.
PS: Eu lembrava que houveram russos, ucranianos e cossacos que se integraram na Wehrmacht (exército do Reich Alemão) durante a Operação Barbarossa com a finalidade de enfrentarem a União Soviética por causa do ressentimento que tiveram contra Stalin e o partido socialista. No entanto, a maioria dos sobreviventes terminaram nas Gulags ou executados nas mãos de soldados soviéticos após a Segunda Guerra Mundial.
E o Grande Stalin? Comandou a aniquilação de mais de 50 milhões de russos nos gulags e nas perseguições políticas. Um dos maiores assassinos da história
A história é impressionante, as imagens também. Só achei que, em alguns pontos, a narrativa ficou muito entediante, chata, poderiam ter feito melhor já que a história por si já fornece elementos fantásticos.
03/09/2022
É, acho que de fato é o melhor que os EUA poderiam fazer ao retratar a história da guerra que basicamente os soviéticos ganharam e livraram o mundo da tirania fascista.
Filme realizado com a guerra ainda em percurso, provavelmente serviu de apelo ao povo estadunidense em aderir ao grand finale da luta. Senti um pouco de falta na narrativa quanto às frentes orientais que contiveram o avanço japonês.
É de se lamentar que, posteriormente, Roosvelt não cumpriria com os acordos juntamente aos soviéticos, o que invariavelmente culminou com o advento da Guerra Fria.
Possivelmente hoje teríamos um outro formato de mundo, provavelmente muito mais solidário e pacífico.
É o melhor dos sete documentários da série Why We Fight produzidos pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Uma verdadeira ode ao heroísmo do povo soviético que salvou o mundo do nazifascismo.
Documentário histórico de guerra que foi o 5° filme da série de documentários de 7 filmes de Frank Capra (1897-1991) da série 'Why We Fight'. Este filme é de domínio público; nunca foi registrado ou renovado. Eis as sequências: Prelúdio de uma guerra (42), Dividir e conquistar (43), o curta O ataque nazista (43), The battle of Britain (43), The battle of China (44) e War comes to America (45). Este filme foi indicado ao Oscar de melhor documentário.
Existe uma versão em que o filme é dividido em duas partes devido ao seu comprimento. Existem títulos extras para explicar essa divisão, e uma breve recapitulação da Parte I é encontrada no início da Parte II. Este documentário é considerado um filme de documentário de propaganda da Segunda Guerra Mundial dos Estados Unidos. O filme foi feito em colaboração com Anatole Litvak (1902-1974), nascido na União Soviética, como diretor principal sob a supervisão de Capra. Litvak deu ao filme sua "forma e orientação", e o filme teve sete escritores com narração de Walter Huston. Se os filmes anteriores foram feitos para demonstrar a dissolução do mito na invencibilidade nazista, então, este o destrói completamente.