Elaine (Samantha Robinson) é uma jovem bruxa que está determinada a encontrar o homem de sua vida. Ela leva homens para sua casa e faz magias e poções a fim de seduzi-los. Tudo funciona bem, mas ela acaba com uma série de vítimas infelizes. Quando ela finalmente encontra o homem de seus sonhos, seu desespero para ser amada a torna insana.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Os 12 Signos de Valentina (1ª Temporada)
Uma estrela pela cena em que há uma pequena recriação da Idade Média e pessoas cantam como os trovadores daquela época. De resto, um filme sofrível de assistir, com um roteiro tão lúdico que talvez vá agradar pessoas que assistam sob o efeito de alucinógenos. Infelizmente, eu não tinha nenhum a minha disposição.
"Parece que vc foi lobotomizada pelo patriarcado"
Esse filme é uma verdadeira obra de arte. Literalmente. Um filme artesanal, onde Anna Biller fez absolutamente tudo à mão e sozinha. Demorou 7 anos. Costurando figurino, pintando cenário. E ainda resolveu filmar em 35mm pra ter aquele technicolor de 1965 que não existe mais, não é filtro. Sério, cada frame parece uma página de revista dos anos 60 que alguém deixou no sol.
Elaine perdeu o marido e se muda pra recomeçar. Encontra um coven de bruxas que ensinam que é preciso desconstruir o patriarcado. Só que ela realmente acredita no amor romântico de filme, então fica nessa dualidade. E é por aí que o filme caminha por 2 horas. A gente conhece os homens que ela enfeitiça e depois mata. É feminista sem pedir desculpa e cafona de propósito. Tem sua perfeição.
Elaine leu tantos romances e quis vivê-los tão ao pé da letra, que seus contos de fadas viraram pesadelos. Ela tenta ser perfeita pra homens que não aguentam a perfeição.
Elaine é a mulher mais poderosa do filme e também a maior refém. Pode matar um homem por amor, mas não consegue parar de querer ser amada por um.
Tudo impecável aqui, minha gente. Podem ir sem medo.
"The Love Witch" traz uma sátira esotérica que chama atenção por seu conceito artístico, mas que se perde quando nos acostumamos com este conceito e precisamos de uma história coesa.
Anna Biller constrói um universo em torno de elementos que remetem a filmes clássicos, incluindo a gravação sendo em 35mm. Toda a estética mais antiga, com cores vibrantes e psicodélicas, é misturada com alguns elementos modernos também, o que pode ser associado a essa pegada mais satírica que a diretora quis transmitir. Eu compreendo o que ela quis fazer, mas, para mim, teria sido melhor se mantivesse apenas a pegada mais clássica e conceitual, essa quebra de conceito tirou um pouco minha imersão no filme.
Outra coisa interessante que eu gostei aqui foi a maneira com que a bruxaria é retratada. Nota-se o carinho que a diretora empregou nestes momentos. Por exemplo, quando a protagonista está fazendo seus feitiços, ou em momentos ritualísticos, a gente consegue comprar a ideia de que aquilo realmente pode acontecer em algum clã de bruxas de verdade.
O roteiro, porém, não dispõe da mesma criatividade e dinamismo. Eu vejo um potencial enorme desperdiçado na protagonista, que não é desenvolvida da maneira correta, e ela própria não sabe se quer ser uma princesa de conto de fadas ou uma clássica femme fatale de filme de terror. Há também voice overs desnecessários e expositivos demais, e o tom do filme é inconsistente quando assume uma proposta mais investigativa, principalmente porque essas partes são resolvidas sempre com muita facilidade.
Samantha Robinson não tem culpa do roteiro desperdiçar sua personagem, e ela entrega uma bruxa muito crível. Seja por sua aparência extremamente atraente para atrair suas vítimas, ou por alguns trejeitos e olhares sempre serenos, como se soubesse que controla a situação. É uma personagem que poderia virar um clássico do cinema e me lembrou, por vezes, a Elvira.
"The Love Witch" é um filme visualmente belíssimo e conceitualmente muito interessante, porém que carrega consigo inconsistências narrativas que acabam não sustentando suas 2 horas de duração da maneira que se espera.
Ele é meio chatinho mas é lindo é bem legalzinho acho q vale a pena assistir.
Tão lindo... E tão chato!