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“Os caçadores Songhay, uma casta hereditária, são os únicos que possuem o direito de matar leões. Aos pastores só é permitido jogar pedras para afugentá-los. Os Peul (povo nômade africano) estimam que o leão seja necessário ao rebanho, e sabem identificar cada leão por seus traços. Mas, quando um leão mata demasiado gado, é preciso suprimi-lo, pois este é um leão assassino” (J. Rouch). De 1957 à 1964, Rouch seguiu os caçadores Gaos da região de Yatakala e o filme retraça os episódios desta caça na qual técnica e magia estão intimamente ligadas : fabricação dos arcos e flechas, preparação do veneno, rastreamento e ritual de sacrifício. Mas o velho leão assassino, denominado “Americano”, conseguirá evitar todas as armadilhas, e os Gaos apenas aprisionarão duas de suas fêmeas. Após a caça, os homens contam a seus filhos a história de “gaway gawey”, a maravilhosa caça aos leões.
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Magnífico filme de Jean Rouch, que dota cada filigrana documental de beleza poética, que cativa até mesmo quem discorda das motivações e/ou soluções encontradas pelos integrantes tribais no que diz respeito à cena uma leoa "vomita a própria morte", mas é genial, é lindo, é divino, não obstante ser "humano, demasiado humano"! (WPC>)
Jean Rouch acompanha um grupo de caçadores num fascinante ritual de caça aos leões e registra tudo, desde a fabricação dos arcos e flechas e a preparação do veneno, passando pelo rastreamento, e finalmente, o ritual de sacrifício. Há momentos sublimes e de importância inigualável para o gênero documentário. Destaque para a imagem da própria câmera sendo atacada.