Jeanne Eagels interpreta a entediada e inquieta Leslie Crosbie que recorre a outro homem, Geoffrey Hammond (Herbert Marshall) para ter a atenção negligenciada por seu marido Robert (Reginald Owen).
Baseado na peça homônima de W. Somerset Maugham, o filme deu a Jeanne Eagels a primeira indicação póstuma ao Oscar por sua atuação e foi eleito um dos 10 melhores filmes de 1929 pela National Board of Review.
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Drama indicado ao Oscar de melhor atriz, Jeanne Eagels (1890-1929). O filme foi adaptado por Garrett Fort da peça de 1927, "The letter", de W. Somerset Maugham (1874-1965). A estrela do filme, Jeanne Eagels, morreu de overdose logo após o lançamento do filme. Ironicamente, neste filme, há uma longa cena de sua personagem visitando um Opium Den. Foi um dos 2 únicos filmes sonoros que ela fez. Após sua morte, ela recebeu uma indicação ao Oscar, a primeira indicação póstuma ao prêmio de atriz na Academia. Houve uma refilmagem: A carta (40), além de outras 2 versões: A cruz de um pecado (47) e A carta acusadora (82), feito para a TV. Também foram realizadas versões em idiomas alternativos: Weib im dschungel (31), La carta (31), La donna bianca (31) e La lettre (31).
Foi o 1° filme americano do inglês Herbert Marshall (1890-1966), que interpreta o amante assassinado de Leslie Crosbie, Geoffrey Hammond. No remake de 1940, estrelado por Bette Davis, ele interpreta o marido, Robert Crosbie. Herbert Marshall também interpretou o autor W. Somerset Maugham em O fio da navalha (46). Além disso, a filha do ator, Sarah Marshall, interpreta a sra. Joyce na versão dos anos 80 de A carta acusadora (82), feita para a televisão. Foi a estréia no cinema americano do ator britânico Reginald Owen (1887-1972), além do 1° filme dirigido pelo francês Jean de Limur (1887-1976), que foi um dos roteiristas e que também editou o filme.
Sólido talkie precoce, com performances muito boas da atriz teatral Jeanne Eagels e Lady Tsei Mei. No geral, um pouco curto demais, mas definitivamente uma peça digna do remake de 1940, este bem mais famoso e contundente. A versão de 1929 é muito boa considerando seu tempo e intensamente gratificante, nada como o estereótipo de um talkie estúpido e instável.
Grande atuação da esquecida Jeanne Eagels (primeira indicação póstuma do Oscar).