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A Caixa do Luar - Brasil
Sinopse
Um engenheiro quebra seus códigos de conduta quando descobre que uma determinada obra foi suspensa. Ele viaja tentando reverter a situação e conhece um delinquente juvenil que muda sua vida.
Quando John Turturro atua num filme os nosso olhos inevitavelmente se fixam em sua performance. O cara tem aquela aura de atores ítalo americanos que nos fascinam no estilo Marlon Brando, Al Pacino, Robert DeNiro. São perfeitos em seus melhores trabalhos e muito bons naqueles em que não se esforçam muito. Pouco reconhecido do grande público por optar em escolher papéis de apelo comercial mais reduzido, Turturro tem uma filmografia obrigatória aos amantes do bom cinema. Há pequenas pérolas a serem descobertas nesta lista. Em A Chave da Liberdade, produção de 1996, ele embarca numa busca da consciência da necessidade da libertação pessoal. O roteiro faz com que o personagem principal cumpra uma jornada de autoconhecimento e da necessidade da quebra de paradigmas para que a alegria e a jovialidade de lembrança tão vívida no passado de sua infância possa ser resgatada. A vida o amadureceu impiedosamente e a idade o cobra de um certo 'tempo perdido'. A rigidez moral, ordem, disciplina e a severidade com que se impõe e a todos ao seu redor lhe aproxima da pontualidade de um relógio suíço no braço de um alemão, mas o afasta da convivência social, da esposa e do filho. O filme quase entra numa vibe 'road movie', melhor saída para os que estão na busca do 'eu', mas se estanca quando o personagem Al Fontaine (Tuturro) encontra 'The Kid' (Sam Rockwell) encarnando aqui sua personalidade oposta, seu lado negro, sua melhor antítese. Inúmeras metáforas vão enriquecendo o discurso da narrativa, sendo muita delas imagéticas, como a percepção de Caine de observar situações do cotidiano ocorrendo de trás para frente. O filme só perde força (e estrelas na avaliação) quando opta por soluções simplistas e menos desafiadoras em questões que poderiam gerar um debate mais profundo e um desfecho menos ingênuo. Só precisava de um pouco mais de ousadia e estaria perfeito.
O personagem do Sam Rockwell é adorável.
Quando John Turturro atua num filme os nosso olhos inevitavelmente se fixam em sua performance. O cara tem aquela aura de atores ítalo americanos que nos fascinam no estilo Marlon Brando, Al Pacino, Robert DeNiro. São perfeitos em seus melhores trabalhos e muito bons naqueles em que não se esforçam muito. Pouco reconhecido do grande público por optar em escolher papéis de apelo comercial mais reduzido, Turturro tem uma filmografia obrigatória aos amantes do bom cinema. Há pequenas pérolas a serem descobertas nesta lista. Em A Chave da Liberdade, produção de 1996, ele embarca numa busca da consciência da necessidade da libertação pessoal. O roteiro faz com que o personagem principal cumpra uma jornada de autoconhecimento e da necessidade da quebra de paradigmas para que a alegria e a jovialidade de lembrança tão vívida no passado de sua infância possa ser resgatada. A vida o amadureceu impiedosamente e a idade o cobra de um certo 'tempo perdido'. A rigidez moral, ordem, disciplina e a severidade com que se impõe e a todos ao seu redor lhe aproxima da pontualidade de um relógio suíço no braço de um alemão, mas o afasta da convivência social, da esposa e do filho. O filme quase entra numa vibe 'road movie', melhor saída para os que estão na busca do 'eu', mas se estanca quando o personagem Al Fontaine (Tuturro) encontra 'The Kid' (Sam Rockwell) encarnando aqui sua personalidade oposta, seu lado negro, sua melhor antítese. Inúmeras metáforas vão enriquecendo o discurso da narrativa, sendo muita delas imagéticas, como a percepção de Caine de observar situações do cotidiano ocorrendo de trás para frente. O filme só perde força (e estrelas na avaliação) quando opta por soluções simplistas e menos desafiadoras em questões que poderiam gerar um debate mais profundo e um desfecho menos ingênuo. Só precisava de um pouco mais de ousadia e estaria perfeito.