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Data de lançamento
10 Ago. 1990Duração
Los Angeles, 1948. Onze anos após participar das investigações de um caso que acabou com a morte da mulher que amava, Evelyn Mulwray, o detetive Jake Gilttes (Jack Nicholson) é contratado por Jake Berman (Harvey Keitel), que julga que seu sócio é o amante da sua mulher, Kitty Berman (Meg Tilly). Um esquema é armado, mas Berman não segue o combinado e uma arma aparece de algum lugar e o sócio é baleado. Mas para Lillian Bodine (Madeleine Stowe), a esposa da vítima, não é um caso de adultério mas talvez de assassinato a sangue frio. Berman teve a intenção de matar seu sócio, pois seria bem lucrativo, mas, durante as investigações, Gilttes encontra ligações com o antigo caso que investigou.
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Faltou brilho nessa sequência,
Não explosões
Com imbróglio na justiça, o diretor Roman Polansky ficou de fora desta "sequência" de sua obra Chinatown, de 1974. Ele poupou pelo menos do vexame desta sequência que foi mal tanto em crítica quanto em bilheteria.
Para piorar a situação, embora o elenco chamativo, a direção ficou com o próprio Jack Nicholson, se aventurando na direção, mas a sua atuação atrás das câmeras já não tinha tanto prestígio mediante outras trabalhos que tinha feito na direção. Aqui, foi mais uma bola fora.
Decerto, temos a bela fotografia de Vilmos Zsigmond sempre realizando um bom trabalho na fotografia. Salva boa parte deste filme que nem um roteiro digno possui com uma trama sem substância alguma (bem diferente da boa trama de Chinatown).
Jack Nicholson está o mais do mesmo. Harvey Keitel sem brilho. Madeleine Stowe errou no tom com uma fême fatale exagerada. E Meg Tilly tem aparições pouco inspiradas. Leva três estrelas pelo elenco e boa produção.
Roman Polansky fez muita falta aqui.
Uma continuação razoável, desta vez dirigida pelo próprio Jack Nicholson substituindo Roman Polanski que enfrentava sérios problemas na justiça.
A história assim como no primeiro filme é enrolada, tentam fazer uma trama conspiratória muito intrincada mas o resultado se torna apenas confuso.
O mais questionável foi a forma escolhida para fazer a conexão com o filme anterior, trazer a filha problemática Katherine Mulwray de volta pareceu extremamente forçado dentro da história. Provavelmente essa impressão de bagunça do roteiro se deva aos inúmeros atrasos e problemas que o filme enfrentou durante a conturbada fase de produção que durou vários anos.
Algo que também incomoda e soa um tanto inverossímil desde o filme original é esse poder de sedução do Jack Nicholson que vai comendo a mulherada com uma facilidade que só é possível graças a magia de Hollywood.
Mas mesmo com seus problemas o filme não desonra o original, mantendo a mesma pegada com um enredo labiríntico e com boas reviravoltas perto do final. Além disso é satisfatório rever o desajustado detetive Jake Gittes de volta à ativa ainda mais sarcástico e com faro apurado pra detectar picaretagens.
O fracasso de bilheteria frustraram os planos originais dos produtores para se fechar a trilogia com um terceiro filme sobre JJ Gittes mostrando seu fim de carreira.
Novamente,Jack Nicholson se arrisca na direção,mas dessa vez foi pior que as realizadas anteriormente.
Bem inferior ao primeiro, aqui o filme conta com muitos elementos que foram mal administrados, o que poderia ter sido camuflado e bem amarrado, ficou previsível. Madeleine sempre linda!