Dirigido por
Duração
Um dos mais memoráveis filmes da Disney, baseado na clássica obra literária A Família Robinson, leva-nos para as paisagens maravilhosas dos mares do sul, cheias de animais exóticos e piratas traidores. Esta aventura conta as corajosas proezas da família Robinson após o navio onde viajavam naufragar e irem parar em ilha deserta. Trabalhando em equipe, eles conseguem ultrapassar os obstáculos da natureza e transformar a sua nova casa numa comunidade 'civilizada'. Mas o último desafio aparece quando um bando de assassinos piratas ameaçam destruir o paraíso provisório dos Robinson.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Eu tinha uma vaga lembrança de ter visto a esse filme quando pequeno em uma tarde da Globo. O filme passa uma vibe tão positiva que vc pensa "Deve ser bom ser náufrago". Comida a vontade, casa equipada com tudo, dentes branquinhos sem necessidade de escovar, animais domesticados e comida a vontade. Aliás, os animais devem ter sofrido durante as gravações.
O que eu gosto em Swiss Family Robinson é que tudo nele parece saído de um sonho de criança com excesso de imaginação e tempo livre: uma ilha deserta, um navio naufragado, uma grande casa na árvore e animais que entram e saem de cena como se estivessem num zoológico particular. É o tipo de aventura que se constrói com madeira, otimismo e uma boa serragem de ingenuidade — e o resultado é delicioso.
A história começa no meio de uma fuga: uma família suíça escapa das guerras napoleônicas e acaba à deriva no oceano, até encontrar uma ilha. É uma premissa simples, mas irresistível — o naufrágio que vira recomeço, o acaso que vira lar. E que lar! A primeira metade do filme é puro êxtase construtivo, um espetáculo de engenhosidade e alegria prática. O pai começa a erguer uma casa dos sonhos, onde elefantes, avestruzes e cães convivem em perfeita harmonia. A cada novo dia, o lugar ganha novos encantos: um tobogã natural no lago, cipós para balançar como se fosse o Tarzan, uma casa na árvore que faz inveja a qualquer resort. Assistir a isso é reviver uma fantasia perdida — a de que a selva pode ser amiga, de que a natureza é uma grande aliada da criatividade humana. O filho caçula, com seu talento para domesticar qualquer criatura viva, é o coração desse espírito. Ele captura um elefante, um avestruz, um tigre — e parece sempre a um passo de transformar o planeta inteiro em seu quintal.
A segunda metade muda de tom e dá alô a um triângulo amoroso. Quando dois dos irmãos saem para explorar os arredores da ilha, cruzam o caminho de piratas e acabam conhecendo uma figura misteriosa: um “menino” disfarçado, que logo se revela uma linda jovem. E aí começa um triângulo amoroso tão inocente quanto divertido. De repente, os irmãos deixam de ser apenas ajudantes do pai e ganham personalidade própria — um é mais estudioso, o outro é mais pragmático — e ambos se veem duelando por atenção. É o tipo de conflito que alguns podem achar irritante, com brigas e ciúmes adolescentes, mas que acaba humanizando o filme e, de certo modo, nos lembrando que até o paraíso precisa de pequenas desordens pra parecer real.
E então chegam os piratas — porque nenhuma fantasia infantil estaria completa sem vilões de cartilha. E se o retrato deles carrega os estereótipos da época, asiáticos que mal sabem articular as falas, o filme rapidamente se desvia do desconforto para o puro prazer da aventura. O perigo aqui é um pretexto para o riso e para a engenhosidade. É nesse ponto que Swiss Family Robinson revela o melhor de Esqueceram de Mim: a ilha vira um parque de armadilhas criativas, com toras rolando, cocos explosivos e um tigre de prontidão. É uma batalha inventiva, quase coreografada, onde a lógica dá lugar à imaginação — e o resultado é um dos finais mais divertidos desses clássicos da Disney.
Há algo profundamente encantador nessa aventura otimista. Swiss Family Robinson acredita que a felicidade pode nascer do acaso, que um naufrágio pode esconder um recomeço. É curioso como um lugar que não estava nos planos pode, aos poucos, se transformar em lar — não pela geografia, mas pelas pessoas que o preenchem de afeto e engenhosidade. No fim, o filme é um lembrete de que o cinema, às vezes, não precisa de cinismo nem de peso para encantar. Basta uma ilha, um punhado de sonhos e uma boa árvore para chamar de casa.
Clássico da Sessão da Tarde que passava muito nos anos 80.
Este é a adaptação da versão de 40, aqui com bem mais aventuras e o acréscimo de um triângulo amoroso e dos piratas, este último dando um grande upgrade a essa nova versão.
Tirando os erros geográficos gritantes (tem bicho de tudo quanto é parte do mundo na ilha rs), é um bom filme com bastante aventuras e humor sutil.
O bom foi poder reassistir dublado, muito bem feita pela Herbert Richards.
Sessão da Tarde pura.Aventura que lembra muitos outros grandes títulos e é mais uma daquelas com conteúdo bastante nostálgico.
>Assistido em 16 de Dezembro de 2022
Maravilhoso!!!
Que nostalgia!!!
Francis, o que tem de inteligente, tem de peralta que o torna um pentelho hahaha
A briga deles com os piratas foi intensa hahaha