Enigmático conto de amor e morte, inspirado na obra de Barbey d’Aurevilly. Das memórias que o jovem militar guardou de seu primeiro trabalho, vivenciado numa cidade vazia e entediante, ficaram os extasiantes encontros com uma garota indecifrável em sua sedução.
Acachapante e mui sedutor, obra-prima majestosa, que lembra o universo pornográfico 'softcore', só que muitíssimo melhorado em sua envergadura poeniana: Anouk Aimée que o diga! Gilles Deleuze cita este filme como demonstração matemático-emocional do quanto "o pensamento é imanente à imagem". O modo tipicamente astruquiano de narrar que o diga: as vozes existem apenas através do narrador, que comenta oniscientemente a trama, exceto quando depara-se com algo que não sabe como lidar. E que é o clímax que justifica este belíssimo título. Descobri tardiamente este cineasta, como presente de um amigo aniversariante, mas já considero-me devoto de sua câmera-caneta. Maravilhoso esteta! (WPC>)
Muito bom