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Data de lançamento
10 Set. 2006Duração
Anna de la Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.
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Que filme bom.
agonia foi o que senti na cena que os pais deixam as crianças sozinhas com um grupo de homens no meio da noite, nem no sonho mais utópico do comunismo eu faria isso com meus filhos;
pensando mais amplamente, achei interessante um filme político na perspectiva de uma menina acompanhando seus pais, sendo dirigido pela Julie Gravas , filha do Costa-Gravas, que fez filmes políticos marcantes, parece uma coisa meio de se retratar sendo a menina que é exposta tão cedo ao mundo adulto e confuso de tantos termos e ideias, enfim, interessante.
É um filme bonzinho... E só.
Aprofundou muito pouco nos personagens, é inocente e bobinho demais em muitas questões. Até parece que filhos de duas famílias burguesas simplesmente mudariam TUDO da sua vida "por nada"
Ok, não é "por nada". Foi por causa da irmã do cara e mais o que eles vivenciaram no Chile... Mas sério que isso faria com que eles, logo que voltaram, saíssem da mansão que moravam e iam pra um apartamento pequeno? É uma transformação muito radical. Se o filme se prestasse a desenvolver isso, eu poderia acreditar, mas assim, ficou muito pouco compreensível.
Normalmente eu gosto desses temas sob a perspectiva de crianças, mas aqui foi uma ingenuidade narrativa mesmo. Sem querer comparar, mas já comparando, o ótimo "A língua das mariposas" dá um pau fácil nesse aqui.
A importância de pensarmos os efeitos da política nas diversas infâncias.
No geral é um filme muito frágil no que concerne a construção dos personagens ou mesmo de sua trama, algo que se intensifica neste final que não chegou à conclusão alguma. Mas basicamente vai agradar à todo esquerdista por uma romantização deste grupo de militantes aborrecidos que no filme são tratados como anjinhos do bem mas o esboço demonstrado é deveras raso e infactível. Coitada da menina, viveu com dois pais idiotas e aprendeu tudo por um viés mentiroso e tolo, até o Mickey Mouse a privaram.