A famosa cantora Claire Lescot, que vive aos arredores de Paris, é cortejada por muitos homens, incluindo o marajá Djorah de Nopur e o jovem cientista sueco Einar Norsen. Em suas grandiosas festas ela se aproveita da atenção amorosa que recebe e permanece emocionalmente indiferente e, friamente, zomba deles. Quando é avisada que Norsen cometeu suicídio por causa dela, Claire não expressa nenhum sentimento. Vaiada em seu concerto seguinte, a cantora vai em busca do corpo de Norsen para declarar seu verdadeiro amor, mesmo sabendo que ele está morto, mas descobre algo surpreendente sobre seu suicídio, sem saber o grande perigo que está correndo pelo enciumado Djorah.
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Se for destruir sua vida tão facilmente é porque não vale grande coisa.
Gostei bastante do filme, muito bem feito.
A cena do cara acelerando o carro desesperado enquanto os outros estão numa boa se divertindo é tensa.
Estou progressivamente apaixonado pelo Marcel L'Herbier: além de seu senso estético vanguardista ser ótimo (que cenários, que direção de arte!), ele sabe conduzir a narrativa muitíssimo bem! A primeira metade deste filme é primorosa, mantém o espectador cuidadosamente atento e fascinado pelos mínimos detalhes desta trama tão exótica. Entretanto, à medida que o enredo se desenvolve, constatamos algumas firulas, como, por exemplo, a falta de explicação para o título do filme (que, em contraste com o movimento Humanidade de um dos convidados vilanazes da protagonista, merecia maior explicação) e a súbita tecnologização do rapaz que se apaixona por ela e se torna uma espécie de novo Dr. Frankenstein. Mas, agora isso, um filme belíssimo e, para não perder a chance de usar o bom clichê, definitivamente à frente de seu tempo! (WPC>)