Um manicômio. Os doentes dessa instituição tomam-se por Jesus, Lázaro, Marta, Maria, Adão, Eva, Sonia, Raskolnikov, Aliosha e Ivan Karamasov, um Filósofo, um Profeta, um Fariseu, Santa Teresa d'Avila, recitando a Divina Comédia.
Certamente intrigante este paralelo traçado por Oliveira entre loucura da humanidade perante o embate entre crença divina x ciência e neste caso filosofia e arte. Seu texto certamente reserva bons momentos, muito embora eu confesso minha ignorância literária para captar todas as suas ironias. Uma pena que pessoalmente a teatralização aliada à um texto um tanto verborrágico dificultem minha apreciação.
Embora o filme de Manoel de Oliveira atenda pelo título da obra máxima de Dante Alighieri, as referências mais claramente utilizadas aqui são duas obras de Dostoiévski: "Os Irmãos Karamazov" e "Crime e Castigo". A trama gira em torno do debate (ou confronto) entre um profeta e um filósofo. Enquanto o primeiro apresenta uma visão de mundo baseada nos valores cristãos; o segundo baseia-se sobretudo nos conceitos nietzcheanos de "vontade de potência" e "eterno retorno". Em outras palavras, enquanto um defende um estilo de vida caracterizado pela sublimação (repressão dos instintos), o outro prega uma existência "dionisíaca" (regida pelo prazer acima de tudo). É um filme para poucos, que exige um razoável conhecimento dos conceitos filosóficos apresentados p/ se fazer compreensível... Mas, para os destemidos, a satisfação é garantida!
Ótimo filme. Nunca pensei em ver grandes personagens dos maiores romances de Dostoiévski juntos com Nietzsche e personagens bíblicos em um humor sagas e discussões instigantes! Sem contar que eu ria toda vez que o Lázaro aparecia!
Certamente intrigante este paralelo traçado por Oliveira entre loucura da humanidade perante o embate entre crença divina x ciência e neste caso filosofia e arte. Seu texto certamente reserva bons momentos, muito embora eu confesso minha ignorância literária para captar todas as suas ironias. Uma pena que pessoalmente a teatralização aliada à um texto um tanto verborrágico dificultem minha apreciação.
que obra prima.
Meio cansativo, e me faltaram referências. Mas eu curti o momento, gosto do jeito de dirigir do Manoel de Oliveira. E gostei da Maria de Medeiros.
Embora o filme de Manoel de Oliveira atenda pelo título da obra máxima de Dante Alighieri, as referências mais claramente utilizadas aqui são duas obras de Dostoiévski: "Os Irmãos Karamazov" e "Crime e Castigo". A trama gira em torno do debate (ou confronto) entre um profeta e um filósofo. Enquanto o primeiro apresenta uma visão de mundo baseada nos valores cristãos; o segundo baseia-se sobretudo nos conceitos nietzcheanos de "vontade de potência" e "eterno retorno". Em outras palavras, enquanto um defende um estilo de vida caracterizado pela sublimação (repressão dos instintos), o outro prega uma existência "dionisíaca" (regida pelo prazer acima de tudo). É um filme para poucos, que exige um razoável conhecimento dos conceitos filosóficos apresentados p/ se fazer compreensível... Mas, para os destemidos, a satisfação é garantida!
Ótimo filme. Nunca pensei em ver grandes personagens dos maiores romances de Dostoiévski juntos com Nietzsche e personagens bíblicos em um humor sagas e discussões instigantes! Sem contar que eu ria toda vez que o Lázaro aparecia!