Descontente com o relacionamento de sua irmã, que está prestes a se casar com o músico de jazz Steve Dallas, J.J. Hunsecker, o maior e mais temido colunista de um jornal de Nova York, contrata um relações públicas sem escrúpulos para acabar com a relação do casal.
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Revendo o filme 10 anos depois, tudo parece ainda mais seco e implacável do que eu lembrava, com diálogos afiados, relações doentias e nenhum traço de inocência. Minha frase favorita continua sendo “Talvez eu tenha deixado meu senso de humor no meu outro terno” que mostra um pouco do cinismo elegante (e venenoso) do filme.
Com excelentes atuações de Tony Curtis e Burt Lancaster, junto com um ótimo roteiro, A Embriaguez do Sucesso é um ótimo noir. Tem vários diálogos sensacionais, além dos pesonagens principais muito bem escritos. A direção é muito boa. A fotografia como de costume em noir é excelente. Não gostei mais do filme por causa do final. Quando o filme foca na interação entre Falco (Curtis) e JJ (Lancaster) ele se sai muito bem, mas quando vai pro romance não fica tão bom quanto. De qualquer forma é um noir que recomendo muito.
Mostra um mundo sujo, podre e corrupto controlando pela grande mídia, Burt Lancaster e Tony Curtis vivem dois personagens sem caráter que fazem de tudo pra prejudicar e controlar a vida de outras pessoas em NY, sejam eles políticos, policiais, ou qualquer que seja sua profissão, usam a coluna de fofoca como ameça para difamar e acabar com qualquer um.
Ambição, corrupção, sede de poder. "A Embriaguez do Sucesso", conta a história de um colunista egoísta e sem escrúpulos de sem caráter, que vendeu a alma ao diabo na profissão, para crescer na na vida. Não se importando como ele cresce e quem ele precisa matar ou passar por cima.
Dirigido por Alexander Mackendrick, o filme faz uma crítica monstruosa ao materializar em Burt Lancaster e Tony Curtis, dois homem podres, que usam a profissão como arma, para tirar proveito de qualquer pessoa, desde uma ex prostituta, de uma amigo e um empresário, para controlarem o meio que vivem.
J.J. Hunsecker (Burt Lancaster) é um poderoso colunista de fofocas, que exerce uma influência enorme sobre todos que aparecem em suas colunas.
Depois de saber disso envolvimento de um músico de Jazz, com sua irmã, ele usa todo seu poder para acabar com a reputação do jovem, para ter sua irmã de volta pra si.
Disposto a usar todo seu poder para arruinar a vida de Steve Dallas (Martin Milner), um jovem músico de Jazz, por ele se envolver com Susan (Susan Harrison), sua irmã caçula.
Hunsecker obriga seu assessor escravo Sidney Falco (Tony Curtis), a fazer de tudo, usar o que pode, rolar na bosta, no limbo, na carniça e na macumba, pra acabar com o romance dos dois. Tudo sob a luz brilhante, mas fria dos postes e letreiro, na noite noir de Nova York.
A construção dos personagens de Curtis e Lancaster, ė demoníaca, a forma que eles agem, as coisas que eles pensam, mostra não o lado podre da profissão, mas o lado maldito do ser humano. Os diálogos são afiados e venenosos, as atuações são nervosas e viscerais, com cenas que quase fazem a gente desistir dos seres humanos, que quando possuem um pouco de poder, não perdem tempo em se apoderar de tudo que podem, não se importando como.
Mackendrick utiliza sombras e iluminação de forma magistral, criando uma atmosfera tensa e opressiva que complementa a narrativa sombria da trama. O uso do preto e branco transmiti a ilusão da dualidade, entre a luz da glamourosa da vida dos famosos e a escuridão decadente da moral no entorno deles, quase pondo uma tabela de preços em suas testas.
Os personagens marcam a história, por representar uma gama de pessoas do nosso mundo. J.J. Hunsecker, é um homem profundamente amargurado e solitário, cuja busca incessante por poder e controle o leva a manipulações cruéis.
Sidney Falco é o funcionário escravo, daqueles odiosos, traidores, mentirosos, sem moral e honra, mas que é inteligente, sagaz e articulador, que sobre na vida a todo custo, mas que pela inveja e paixão, leva os outros a morte e acaba morrendo, por conta disso. É aquela pessoa que quanto mais você pode para ele abaixar, mais ele mostra a banda.
Steve Dallas já é o homem honesto, trabalhador, que procura fazer tudo certo, mas acaba sendo engolidos pelos poderosos, que submetem o mundo aos seu sabor. É o herói fracassado dos filmes noir.
E Susan, garota reprimida, doente e infeliz, que vivia um amor indestrutível, desafiando o irmãos, acabou sucumbindo a suas ações, mas mostrando a imagem suja fria dele, refletida na face opca, e de falsa vítima dela.
Tudo ao som da trilha sonora magnifica de Elmer Bernstein.
O final é marcante! Coisa de cobras se beijando, se engolindo, se esbofetiando e até querendo se matar. Podridão, falsidade, traição, mentiras, corrupção. Esse é era o mundo dos tabloides, e que agora é chamado de redes sociais. Só muda o nome, mas as cobras dão as mesmas.
clássico noir.
J. J. e Sidney são personagens detestáveis e os atores que os interpretam, Burt Lancaster e Tony Curtis, tem atuações intensas e entre as melhores de suas carreiras.
A fotografia, a trilha sonora, os diálogos e a ambientação também merecem destaque.