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Japão, meados do século XIX. São os últimos dias dos Shoguns e dos Samurais, os ventos da mudança que sopram por todo o pais começam a ser sentidos mesmo no domínio dos Unasaka, um pequeno feudo na costa noroeste da maior ilha do Japão.
Munezo regressa a casa, uma modesta habitação que alberga um samurai que sobrevive com dificuldades, num local de calor e alegria que partilha com a mãe, a irmã mais nova, e Kie, uma bonita rapariga do campo a trabalhar como criada, enquanto aprende os usos e costumes que irá necessitar para conseguir um bom casamento...
Dois anos depois de A Sombra do Samurai, Yoji Yamada regressa às histórias de Shuhei Fujisawa, combinando contos de espadachim com relatos de amores proibidos, num período de mudança na sociedade japonesa.
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- assisti sem saber que faz parte de uma trilogia do yamada, junto com samurai do entardecer, vou ter que ir atrás do terceiro imediatamente
- o diretor sabe construir uma historia e desenvolver os personagens de forma magistral
- como drama já é ótimo e ainda tem o acréscimo incrível das lutas dos samurais
final perfeito
Logo de início, chama a atenção o título que o filme "Kakushi Ken Oni No Tsume" recebeu por aqui: "A Espada do Samurai", porque em uma tradução mais aproximada seria 'A Espada Oculta' - aliás, esse foi o título que o longa recebeu em inglês: 'The Hidden Blade'. Esse detalhe torna-se relevante porque 'espada oculta' é o nome de um golpe que o antigo mestre Kansai Toda (Min Tanaka) ensina ao seu discípulo, e que fará toda a diferença num embate em que ele irá matar ou morrer.
Este é o segundo longa da Trilogia Samurai, de Yôji Yamada e a trama guarda muitas semelhanças com o primeiro filme ('Samurai do Entardecer'). A história também é ambientada no Japão do século 19, e conta a trajetória de Katagiri (Masatoshi Nagase), um samurai de casta modesta, porém muito leal e digno, que nunca havia matado outro homem até o dia em que recebe ordens de seu clã para executar um grande amigo, que havia se rebelado e tornara-se um criminoso fugitivo.
Katagiri também viverá um romance silencioso com Kie (Takako Matsu), uma jovem que foi criada, desde os seus 16 anos pela mãe dele. O diferencial deste longa é que ele faz uma crítica, em humor sarcástico, a respeito da chegada das armas de fogo no Império Nipônico, o que gerou confusão entre os guerreiros e rupturas com os antigos costumes militares e treinamentos samurais.
"A Espada do Samurai" é uma obra de menor alcance se comparada a "O Samurai do Entardecer", que recebeu inúmeros prêmios e concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2004, mas tem seus méritos e nos permite conhecer um pouco mais do trabalho de Yôji Yamada.
Achei maneiro que o samurai desse e do filme anterior compartilham o mesmo mestre (Toda) e o mesmo serviçal (Naota).
Segunda parte da trilogia do Yoji Yamada, achei A Espada do Samurai um pouco superior a O Samurai do Entardecer. Novamente, a propósito dos outros dois filmes, mais focado no drama do que na ação.