Nova York, virada do século. Num mundo de impiedosa hipocrisia, a bela Lily Bart (Gillian Anderson) sofre de um imperdoável mal social: não é rica. Enquanto luta contra um bando de oportunistas, esta mulher encantadora se vê caindo socialmente em desgraça. Sua chance de sobrevivência é sucumbir à imoralidade desta sociedade de que ela ao mesmo tempo precisa e despreza. Mas, para livrar-se da ruína, ela deve, primeiro, trair o único homem que sempre amou.
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Assisti novamente no claro tv+, não canso de me emocionar, dever ser porque eu me identifico um pouco com a personagem.
Bastante fiel a obra de Edith Wharton - só não entendi a supressão da personagem Gerty, importante contraponto à figura de Lily Bart e sua única amiga de verdade, no sentido afetivo da palavra. Algumas situações ficaram um pouco sem sentido por causa desse deslize de roteiro.
Destaque para a trilha sonora, cenários e figurinos lindíssimos e principalmente para a interpretação de Gillian Anderson, que carregou o filme nas costas (Eric Stoltz é muito fraco).
“A Essência da Paixão” é um deleite para os olhos – e para os ouvidos. O trabalho de reconstrução de época, de construção de cenários e figurinos é impressionante. A trilha sonora – que reúne várias músicas clássicas famosas – é de chamar a atenção. No entanto, o que mais surpreende é a interpretação de Gillian Anderson. No seu primeiro papel importante depois de Dana Scully, a popular personagem do seriado “Arquivo X”, ela passa da frieza ao carisma, calculismo e inteligência de Lily com extrema facilidade. Quando a personagem atinge seu ponto mais baixo é incrível ver o mergulho de Gillian nesse mar de orgulho, tristeza e resignação que invadem a sua personagem.
Inexplicável é tentar entender como este filme passou despercebido por tanta gente. “A Essência da Paixão” é um dos melhores filmes sobre o estilo de vida das sociedades antigas (e suas festas e jogos de flertes e de aparências) e sobre como o necessário relacionamento entre homens e mulheres pode consumir tanto um ser a ponto de defini-lo para a vida toda.
A sociedade de Nova York do período é tão bem descrita que assusta, me lembrou demais "The Age of Innocence", com todas as suas intrigas e jogos. Gillian Anderson está em seu melhor papel (para mim), com uma personagem incrivelmente interessante e que consegue trazer todos os sentimentos do telespectador a tona.
Eu não me conformo com o final desse filme. Eu tinha a esperança de que a trama teria um outro rumo, mas infelizmente não aconteceu. Apesar disso, gostei muito da história e toda a hipocrisia praticada pela alta sociedade.