Um dia na vida de um artista de quadrinhos e sua família na Rússia pós-soviética. Enquanto está gripado, Petrov é carregado por seu amigo Igor em uma longa caminhada, entrando e saindo da fantasia e da realidade.
Uma doideira russa, divertida e louca, muito bem produzida. Filme original, bem feito e com ótimas atuações. Demorei pra ver porque o título não entrega o que é o filme, e achei que seria algo meio monótono. Não poderia estar mais errado. Só podia ser um pouquinho mais curto, mas tirando isso é uma belíssima obra.
Acho muito esparso na maneira como divide e apresenta suas “subtramas” e isso me afastou e me fez não comprar, em momento algum, a proposta descabelada e insana de Serebrennikov. Inegável que é um filme cheio de qualidades, a direção, por exemplo, é segura e eficiente, mas no geral, o trabalho como um todo não funcionou comigo.
Falta coesão, foco, um caminho concreto. Se prender única e exclusivamente num pretexto abstrato me soou um tanto pretensioso demais, infelizmente.
Cada um dos delírios gripais, e alguns deles são realmente muito engraçados, do Petrov, é um deleite de se acompanhar (a sequência do suicidio é minha favorita), e esse filme tem um diretor como o Serebrennikov, que se preocupa com cada pequeno detalhe, da montagem ao som abismal do filme - como foi bom "ouvir" esse filme num cinema!
O que me arremessou um pouco pra fora foi que ele cai bastante quando mostra o(s) passado(s), daquela letargia e explosão de informações na tela para um preto e branco insosso foi um choque grande. Entendo o uso narrativo, e acho até interessante, pois são nesses momentos que o roteiro fecha todas as pontas soltas que estava abrindo desde o início, e é uma experiência divertida assisti-lo fazer isso. No entanto, a quebra no ritmo me pegou demais. Apesar disso, é muito bom, e o elenco está brilhante, inclusive o belíssimo protagonista e a cover da Carrie Coon.
P.S.: mais uma vez, Kirill Serebrennikov se mostra um grande mestre no uso da música, o cara dá aula toda vez que escolhe levantar um acorde em qualquer cena.
Sensacional! Divertidíssimo! O estilo do surrealismo, e apenas o estilo, me remeteu a 8 1/2 de Fellini.
Uma doideira russa, divertida e louca, muito bem produzida. Filme original, bem feito e com ótimas atuações. Demorei pra ver porque o título não entrega o que é o filme, e achei que seria algo meio monótono. Não poderia estar mais errado. Só podia ser um pouquinho mais curto, mas tirando isso é uma belíssima obra.
Acho muito esparso na maneira como divide e apresenta suas “subtramas” e isso me afastou e me fez não comprar, em momento algum, a proposta descabelada e insana de Serebrennikov. Inegável que é um filme cheio de qualidades, a direção, por exemplo, é segura e eficiente, mas no geral, o trabalho como um todo não funcionou comigo.
Falta coesão, foco, um caminho concreto. Se prender única e exclusivamente num pretexto abstrato me soou um tanto pretensioso demais, infelizmente.
Vi dia 28/06/22.
Cada um dos delírios gripais, e alguns deles são realmente muito engraçados, do Petrov, é um deleite de se acompanhar (a sequência do suicidio é minha favorita), e esse filme tem um diretor como o Serebrennikov, que se preocupa com cada pequeno detalhe, da montagem ao som abismal do filme - como foi bom "ouvir" esse filme num cinema!
O que me arremessou um pouco pra fora foi que ele cai bastante quando mostra o(s) passado(s), daquela letargia e explosão de informações na tela para um preto e branco insosso foi um choque grande. Entendo o uso narrativo, e acho até interessante, pois são nesses momentos que o roteiro fecha todas as pontas soltas que estava abrindo desde o início, e é uma experiência divertida assisti-lo fazer isso. No entanto, a quebra no ritmo me pegou demais. Apesar disso, é muito bom, e o elenco está brilhante, inclusive o belíssimo protagonista e a cover da Carrie Coon.
P.S.: mais uma vez, Kirill Serebrennikov se mostra um grande mestre no uso da música, o cara dá aula toda vez que escolhe levantar um acorde em qualquer cena.