Dirigido por
Duração
Afeganistão, 1981.
A União Soviética está bloqueada numa fútil e sangrenta batalha contra as guerrilhas Mujahedeen.
Separados de sua patrulha, a equipe do tanque russo T-62 se envolve num jogo mortal de gato e rato com os insurgentes locais, liderados por Taj (Steven Bauer).
O tirânico comandante do tanque, Daskal (George Dzudza), espalha destruição em uma pacífica aldeia afegã , levando os valores morais do motorista do tanque, Koverchenko (Jason Patric), ao seu limite máximo.
Prevendo um motim, o psicótico Daskal abandona os seus comandados para morrer no deserto nas mãos dos rebeldes e finalmente encontrar-se com seu próprio destino.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Os 12 Signos de Valentina (1ª Temporada)
Assisti esse filme com meu pai quando era gurizinho e sempre fiquei com uma vaga lembrança. Depois de uns 20 anos pude assistí-lo novamente, e ele continua sendo um bom filme. Típica propaganda norte-americana embutida de um apelo emocional gigantesco contra os soviéticos malvadões onde os russos, por algum motivo, falavam inglês. Legal mesmo foi ver o ator que fez o Manny no Scarface no filme, sendo um ator cubano interpretando um afegão. No fim, o filme me despertou a curiosidade de investigar mais a invasão soviética no Afeganistão.
“Não se pode ser um bom soldado em uma guerra podre.” (Koverchenko – Jason Patric)
A invasão russa no Afeganistão (que durou de 1979 a 1989) fez parte da guerra fria, e a intenção dos soviéticos era depor o presidente afegão que tomara o poder por um golpe, durante as agitações por que passava o governo de extrema-esquerda (do comunista Hafizullah Amin), contra as quais se rebelavam os guerrilheiros “"mujahidin" – alvos a serem caçados pelas tropas russas, a pretexto de que assim poderia ser restabelecida a ordem no país.
A filmagem foi feita em Israel, o que não prejudica a ótima ambientação da história (belas imagens, com cenário desértico e montanhoso, muito parecido como o solo do Afeganistão).
Após perpetrar um odioso massacre numa aldeia, um tanque com cinco soldados russos se perde do comboio, ficando isolado entre os rebeldes na inóspita região, iniciando-se uma dramática luta pela sobrevivência.
Ao longo da trama, boas cenas de combate (algumas de extrema violência) e diálogos bem-lançados estimulam o espectador para importantes reflexões: numa guerra é quase uma constante a mesquinhez de propósitos e a produção de avalanches de barbáries e insanidades, terreno fértil para muitas e muitas “bestas”.
Inteligentemente, a produção do filme reuniu um grupo de soldados bastante heterogêneo, tendo tudo a ver a personalidade do protagonista (Jason Patric), como soldado com alguma inteligência e senso moral no meio do caótico grupo.
O mais irônico (e também trágico) da História é que esses guerrilheiros mujahidin seriam treinados e armados pelos EUA (Bin Laden), para lutar contra os russos, mas o tiro sairia pela culatra, pois daí nasceram grupos extremistas e terroristas como Al-Qaeda e Talibã, que tantos problemas trouxeram logo em seguida aos americanos e ao mundo ocidental.
Nota 8.
Fácil Fácil um dos melhores filmes dos anos 80.
Filme razoável, bom elenco e uma linda fotografia, filme mesmo passando
no fim da guerra fria e faltando um ano antes da saida da URSS do Afeganistão,
carrega um viés ideológico anti-URSS que chega a ser risivel, no inicio os
soviéticos são apresentados como mais brutais que Genghis Khan e depois
vemos o tipico filme de guerra americano que aborda racismo entre a tropa,
razoável vale a pena assistir pelo contesto histórico.
Que começo pesado!