300

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300 (2006)
300
Média do filme: 3.8 de 5 — baseado em 45355 votos
MÉDIAFILMOW
3.8
45355 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Zack Snyder
Data de lançamento 9 Dez. 2006 Outras datas
Duração 117 min (1h57)
Classificação indicativa de 300: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos

Dirigido por

Data de lançamento

9 Dez. 2006

Duração

117 minutos Classificação indicativa de 300: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

Grécia, 480 AC. Na Batalha de Termópilas, o rei Leônidas (Gerard Butler) e seus 300 guerreiros de Esparta lutam bravamente contra o numeroso exército do rei Xerxes (Rodrigo Santoro). No front de batalha, eles enfrentam desafios que marcam para sempre o destino de seu povo. Enquanto enfrentam um dos maiores confrontos da história, a Rainha Gorgo (Lena Headey) tenta enviar reforços e ajuda para Leônidas.

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Comentários 1
amigos querem ver
_pedromachado_
Pedro Machado
3 semanas atrás

"300" se tornou um clássico, o bordão "This is Sparta!" até hoje é famoso e a atuação do Gerard Butler no papel do Rei Leônidas e até do Rodrigo Santoro como Xerxes são brilhantes.

Apesar de ter sido bastante exagerada no roteiro, a história do batalhão de 300 soldados sem nenhuma chance de vitória, enfrentando milhares de persas apenas pela honra é uma das mais lendárias da antiguidade. E a direção consegue destacar esse sacrifício heroico dos espartanos com muita eficiência.

Além disso o aspecto visual do filme foi revolucionário, mostrando pela primeira vez a estética dos quadrinhos na tela do cinema com realismo e brutalidade extremas. O efeito "ramp speed" que alterna entre câmera lenta extrema e velocidade acelerada nas lutas foi uma das novidades que depois foi copiada à exaustão nos filmes de ação.

A fotografia e cenografia também impressionam. O filme foi todo gravado em estúdio fechado com a parte externa das cenas sendo gerada em CGI com uma precisão absurda.

O filme tem seus exageros, mas nunca se propõe a ser um documentário e sim adaptar uma história em quadrinhos do Frank Miller, e nisto "300" cumpre seu papel brilhantemente. Zack Snyder marcou época entregando uma dos maiores épicos de ação do cinema.

"Então lutaremos na sombra!"

Curiosidades: Historicamente na batalha de Termópilas os espartanos já haviam se aliado a outras cidades-estado gregas contra os persas. A invasão da Grécia por Xerxes coincidiu com o festival religioso espartano chamado Carneia, quando os espartanos não tinham permissão para guerrear. Mesmo assim, percebendo a ameaça dos persas o governo espartano decidiu enviar Leônidas com sua guarda pessoal de 300 homens para Termópilas. Outras cidades-estado gregas se juntaram aos 300 homens espartanos, totalizando entre 5.000 e 6.000 soldados gregos. O consenso histórico entre os cronistas antigos e os estudiosos atuais é que Termópilas foi uma clara derrota grega, e a invasão persa só seria repelida em batalhas terrestres e navais posteriores.

Os atores passaram por um treinamento militar rigoroso de oito semanas. O programa ficou conhecido mundialmente no universo fitness como o "Treino 300", exigindo que todos ficassem com o percentual de gordura corporal extremamente baixo e musculatura trincada.

lucasvieiragom7
Lucas Vieira Gomes
1 mês atrás

HAUUU HAUU HAUUU

maxalanps
Max
½
1 mês atrás

01 Aug 2026
Au!

felipecoll
Felipe
2 meses atrás

Chega a ser constrangedor os diálogos desse filme... e as atuaçoes entáo, mds... vergonha alheia

jordisonfrancisco
Jordison
6 meses atrás

FATOS HISTORICOS:

1) O filme 300 retrata Xerxes como uma figura gigantesca, adornada com joias e piercings, líder de um exército de criaturas deformadas. Os persas são apresentados como bárbaros decadentes interessados em escravizar o mundo, enquanto os espartanos aparecem como defensores da liberdade. A produção foi criticada por autoridades iranianas e por diversos historiadores, que a classificaram como uma representação persofóbica. Ainda assim, grande parte do público assimilou a narrativa como uma representação fiel da história.

Entretanto, registros históricos indicam uma realidade bastante diferente. Enquanto Esparta mantinha uma sociedade sustentada pela escravidão dos ilotas — população submetida a violência sistemática, perseguições anuais e assassinatos ritualizados praticados por jovens espartanos como rito de passagem — o Império Persa adotava práticas administrativas relativamente tolerantes para os padrões da Antiguidade. Povos conquistados frequentemente mantinham suas religiões, línguas e costumes, e havia incentivos à reconstrução de templos destruídos por conflitos anteriores.

Grande parte dessa política é associada a Ciro, o Grande, que conquistou a Babilônia em 539 a.C. sem promover saques ou destruição em larga escala. Após assumir o controle da cidade, foi publicado o chamado Cilindro de Ciro, documento em argila no qual se registravam medidas como a libertação de povos exilados, a restauração de templos e a garantia de liberdade religiosa aos territórios conquistados. Uma das ações mais conhecidas atribuídas a Ciro foi a libertação dos judeus do cativeiro babilônico e o financiamento da reconstrução do Templo de Salomão em Jerusalém. Por isso, Ciro é citado na Bíblia como instrumento divino, apesar de não pertencer à tradição judaica.

O Cilindro de Ciro foi posteriormente apresentado à Organização das Nações Unidas pelo governo iraniano e passou a ser frequentemente associado à ideia de uma das primeiras declarações de direitos humanos da história.

No mesmo período, Esparta estruturava sua sociedade em torno de um rígido sistema militar. Meninos eram retirados das famílias ainda na infância para participar da agogê, treinamento estatal marcado por violência, fome e disciplina extrema. A economia espartana dependia do trabalho compulsório dos ilotas, considerados propriedade coletiva do Estado. Os éforos, magistrados espartanos, declaravam guerra formal aos ilotas anualmente, permitindo sua execução sem consequências religiosas. A cripteia consistia em expedições nas quais jovens espartanos assassinavam escravos desarmados como demonstração de maturidade e lealdade ao Estado.

Apesar de frequentemente celebrada como símbolo de liberdade e heroísmo, a sociedade espartana possuía cidadania extremamente restrita. Apenas os espartíatas — minoria da população — participavam da vida política. A maior parte dos habitantes, formada por ilotas e periecos, não possuía direitos políticos nem proteção jurídica plena.

Sob o reinado de Dario I, o Império Persa alcançou enorme extensão territorial, abrangendo regiões do Vale do Indo ao Egito e do Mediterrâneo à Ásia Central. O império era composto por dezenas de povos, idiomas e tradições religiosas diferentes. Sua administração baseava-se no sistema de satrapias, províncias governadas por líderes locais subordinados ao poder central persa. Essa estrutura permitia certa autonomia regional e facilitava a integração de diferentes culturas.

A Inscrição de Behistun, gravada em três idiomas, demonstra a preocupação persa em comunicar-se com diferentes populações do império. Além disso, os persas desenvolveram uma extensa infraestrutura, como a Estrada Real, que ligava Susa a Sardes por aproximadamente 2.500 quilômetros, permitindo comunicação rápida entre regiões distantes. O sistema postal persa impressionou até mesmo Heródoto, que registrou a eficiência dos mensageiros imperiais.

Os persas também possuíam sistemas avançados de irrigação, padronização de pesos e medidas e uma estrutura administrativa sofisticada para a época. Mesmo autores gregos, tradicionalmente adversários políticos dos persas, reconheciam aspectos da organização e eficiência do império.

A representação de Xerxes no filme diverge significativamente das descrições históricas. Em vez de uma figura monstruosa, Xerxes I governava um Estado multicultural no qual diferentes religiões coexistiam oficialmente. O exército persa incluía tropas profissionais organizadas, como os chamados “Imortais”, descritos por Heródoto como soldados disciplinados e altamente treinados.

Além disso, a ideia de uma Grécia completamente unida contra a invasão persa é considerada simplificada. Diversas cidades-estado gregas permaneceram neutras ou apoiaram os persas, evidenciando que o conflito envolvia alianças políticas complexas e interesses regionais variados.

O próprio filme 300 não se apresenta como reconstrução histórica rigorosa, mas como adaptação da graphic novel de Frank Miller, cuja proposta era deliberadamente fantasiosa. A narrativa cinematográfica utiliza o ponto de vista de um narrador espartano, funcionando como propaganda de guerra dentro da própria ficção. O problema apontado por muitos críticos e historiadores é que essa representação acabou consolidando, para parte do público, uma visão distorcida tanto dos persas quanto dos espartanos.

Historiadores como Tom Holland e Pierre Briant argumentam que a imagem ocidental dos persas como bárbaros deriva principalmente das narrativas gregas clássicas e foi perpetuada ao longo dos séculos. Estudos contemporâneos sobre o Império Persa ressaltam sua complexidade administrativa, diversidade cultural e capacidade de integração política, contrastando com a visão simplificada frequentemente reproduzida pela cultura popular.

Dessa forma, a oposição entre “heróis defensores da liberdade” e “vilões bárbaros” apresentada pelo filme não corresponde integralmente às evidências históricas disponíveis. Embora o Império Persa também tenha realizado conquistas militares violentas e imposto tributos pesados, muitos pesquisadores consideram que, em diversos aspectos administrativos e sociais, ele demonstrava maior tolerância e flexibilidade do que a sociedade espartana da mesma época.

2) Em Termópilas, não apenas 300 espartanos morreram, mas mais de 2.000 gregos também.

Heródoto (Histórias, VII, 201-233) estima o contingente grego inicial em mais de 7.000 homens. Quando a posição foi flanqueada, Leônidas ordenou a retirada da maior parte do exército e organizou uma retaguarda para protegê-la, mas essa retaguarda não era composta apenas por seus 300 espartanos.

Os 300 eram os hippeis, a guarda real espartana. O nome significa "cavaleiros", embora lutassem a pé como hoplitas. Leônidas os escolheu pessoalmente com um critério específico: todos deveriam ter filhos vivos. Isso significava homens maduros, veteranos com famílias estabelecidas. Leônidas tinha cerca de 60 anos em Termópilas. Sua guarda não era composta por jovens atletas como no filme, mas sim por uma força de homens endurecidos que sabiam que iriam morrer e que deixaram descendentes.

Cada espartano marchava para a batalha acompanhado por pelo menos um hilota. Estimativas modernas situam o contingente de hilotas entre 300 e 900. Heródoto (VIII, 25) menciona seus cadáveres no campo de batalha, misturados aos dos espartanos.

700 téspios sob o comando de Demófilo permaneceram voluntariamente, provavelmente com seus servos e escravos. Heródoto é explícito ao afirmar que eles se recusaram a recuar. Téspias seria a primeira cidade a cair se os persas cruzassem o desfiladeiro. Esses 700 hoplitas provavelmente constituíam a maior parte da força militar da cidade. Seu sacrifício foi proporcionalmente maior que o dos espartanos.

400 tebanos completavam a retaguarda. Heródoto afirma que eles foram mantidos como reféns, mas Plutarco contesta essa versão. A hipótese mais aceita atualmente é que eles eram a facção anti-persa de Tebas.

O contingente efetivo no último dia era composto por entre 1.700 e 2.300 gregos, incluindo espartanos, hilotas, hoplitas de Téspias e tebanos, e seus respectivos servos.

Bibliografia recomendada:
— Heródoto — Histórias, VII, 201-233 (Gredos, edição bilíngue)
— Cartledge, P. — Termópilas: A Batalha que Mudou o Mundo (Vintage)

Dica: Batalhas Decisivas - A Batalha das Termópilas em https://www.youtube.com/watch?v=YdhBQhv3i_Y
...para quem quiser ver

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