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Duração
Samuel vive isolado em uma ilha no Caribe colombiano desde que se separou de sua ex-mulher e filho há mais de 15 anos. Sua rotina é baseada na quase extinta prática da pesca submarina em mergulho livre, da qual tira seu sustento. Um dia, ele é surpreendido pela visita inesperada de Priscila, que bate à sua porta à procura de ajuda de seu pai. Em mundos completamente distintos, Samuel não consegue aceitar Priscila como uma mulher transexual, e ela não consegue perdoá-lo por eventos do passado. No entanto, acontecimentos dramáticos acabam obrigando os dois a se reaproximar.
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É nesse espetáculo visual e físico que percebemos o pequeno grande filme de 80 minutos. As cicatrizes pelo braço de Priscila não são o que aparentam ser em um primeiro momento, mas uma maneira de permanecer viva. As mesmas cicatrizes internas (e também externas) do seu pai para continuar sobrevivendo. As feridas se interconectam.
Minha crítica completa em: cineset. com. br/critica-a-filha-do-pescador-a-dura-travessia-pela-reconexao-dos-afetos/
Interessante drama independente, coprodução Porto Rico/República Dominicana/Colômbia, sobre um mergulhador que vive numa ilha remota no Caribe colombiano e recebe a visita do filho, que agora é transexual. Chamado Priscila, voltou para casa em fuga; o pai não aceita a filha, a comunidade pesqueira se sente afrontada com sua presença, no entanto, aos poucos, os laços vão sendo recuperados.
Um filme com belas paisagens do Caribe, bons diálogos, uma duração bem curta e direta – 80 minutos, que traz uma história bonita sobre diversidade, aceitação, crise e relações familiares. Boa estreia no cinema do diretor colombiano Edgar De Luque Jácome. Exibido no importante Festival de Tallinn, o filme estreou em poucas salas brasileiras pela Bretz filmes.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB