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Data de lançamento
31 Ago. 2017Duração
Uma história de amor num mundo mágico e misterioso na América em 1963. Elisa (Sally Hawkins) é uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Quando Elisa se apaixona com a criatura, ela elabora um plano para ajudá-lo a escapar com a ajuda de seu vizinho. O mundo exterior do laboratório, no entanto, pode revelar-se mais perigoso para o homem anfíbio do que Elisa poderia ter previsto.
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Melancólico e poético. Elisa, sendo muda, passa a maior parte do tempo despercebida, não é à toa que consegue fugir com o anfíbio. Ao longo do filme, é construída a relação entre os dois, na maior parte do tempo, em silêncio. Uma forma peculiar de se demonstrar o amor, é tão singular. Guillermo tem sua maestria ao misturar o amor entre uma fera e o homem.
O diretor mexicano Guillermo del Toro é conhecido por contar histórias fantásticas, unindo criaturas mitológicas a fabulas que carregam um potencial humano deslumbrante. Assim como em "O Labirinto do Fauno", del Toro utiliza o encontro do mundo comum com o extraordinário como metáfora para uma das mais emocionantes histórias de amor já contadas no cinema. Além de amor, a jornada de amizade que se desenvolve entre uma faxineira muda e uma criatura aquática também fala sobre preconceito, aversão ao diferente e lealdade aos seus ideais, numa história que ainda traz uma das melhores sequências finais de todos os tempos!
Legalizaram a zoofilia?
"Se eu lhes falasse sobre ela, o que diria? Diria que viviam nos últimos dias do reinado de um príncipe encantado? Ou diria que era uma princesa sem voz? Talvez eu apenas os avisasse sobre a verdade do que aconteceu. O conto de amor e perda. E o monstro que tentou destruir tudo."
— Giles.<br/><br/>Há histórias de amor difíceis de contar, com sentimentos que as palavras não podem descrever. A Criatura era um rei capturado de uma natureza fantástica e perdida das selvas amazônicas, mas e ela, a Elisa? Ela seria uma rainha perdida na cidade caótica de concreto e asfalto?<br/><br/>Elisa parecia viver em outro mundo; a pureza de seu coração não precisava do som da sua voz para se comunicar. Ela, muda, dizia mais coisas com a presença de seu olhar do que com os sons angustiantes que tentava exprimir. Elisa era uma garota comum, uma jovem simples, trabalhadora, que encontrava seus prazeres no brilho da televisão, nos musicais de cinema e na companhia de seu único amigo, tudo ao sabor de uma torta de limão não muito saborosa.<br/><br/>Esse mundo não era o céu dos musicais da época, mas o lugar onde ela trabalhava, esse sim beirava o inferno. Todos os dias, Elisa descia as escadas do seu apartamento — que ficava em cima de um cinema velho — para trabalhar dentro de um vulcão. O laboratório militar era o oposto das comédias românticas que passavam na tela do seu prédio. A lava negra daquele lugar oculto fervia medo e horror. E foi lá que aprisionaram uma criatura, um ser estranho, um Deus das águas doces que passou a viver no cativeiro.<br/><br/>O que para Elisa era um rei incompreendido, para o resto do mundo era apenas uma anomalia a ser torturada, subjugada e dissecada. No comando desse inferno estava o demônio Strickland — o monstro real da história, um vilão moldado pela rigidez e pelo preconceito de sua espécie, reflexo de uma sociedade que odeia e tenta destruir tudo o que é diferente e que ela não consegue controlar.<br/><br/>Mas e se eu falasse do amor deles? O que eu falaria? O amor deles não era fabricado, planejado ou desenhado por ninguém; ele não era o resultado de uma experiência de laboratório. O amor deles aconteceu; acontece da forma livre e misteriosa com que as verdadeiras histórias de amor surgem na vida. Nasceu do olhar, do silêncio, da compaixão de Elisa ao testemunhar o sofrimento daquele ser. Ela não via um monstro sangrando naquelas sessões de tortura; ela via a si mesma, a sua própria solidão refletida em escamas e silêncio. E foi no reflexo do espelho dessa dor que encontrou forças para uma simples faxineira desafiar um império militar inteiro e achar uma saída para salvá-lo do fim.<br/><br/>O mundo seco de concreto não aceita ser vencido pela água e suas formas. A fuga desesperada desencadeia a loucura cega do demônio que mora no vulcão. Strickland, o homem, consumido pelo ódio e pela obsessão, não aceita ter seu objeto de prazer fora da sua inquisição. Ele caça os dois até as últimas consequências, até o fim do mundo, até o fim de tudo. É a batalha do grito contra o silêncio, da brutalidade humana contra a magia da natureza. No fim, a rigidez do asfalto racha, o vidro se quebra, o sangue se mistura na chuva e o amor encontra a sua verdadeira forma.<br/><br/>Livre, profundo e eterno. E longe do alcance dos verdadeiros monstros da terra.
Diferente dos comentários no site eu só vi 28 minutos e não aguentei mais, filme bizarro, chato pra caramba, que loucura, como diz aquele ditado né, tem gosto pra tudo.