A obra é composta por jovens surdos, onde o protagonista (Grigoriy Fesenko), recém chegado numa escola especializada, tem que cometer uma série de ilegalidades para ser aceito numa gangue que comanda o lugar.
O filme ousa ao apresentar uma história narrada inteiramente em linguagem de sinais, sem o auxílio de legendas ou narrações. Essa escolha gera uma inversão de papéis, obrigando o público a experienciar a barreira comunicativa enfrentada por uma comunidade historicamente ignorada no audiovisual, seja enquanto espectador ou equipe. Porém, a narrativa tropeça insistentemente em alguns elementos básicos: - Repetitividade. Situações que se repetem desnecessariamente; - Inconsequência. Ações dos personagens que parecem não gerar desdobramentos; - Ambientação rasa. A falta de exploração dos espaços transforma a escola em um mero dormitório, apenas Além disso, o roteiro recorre a um dos gatilhos mais desnecessários do cinema:
Proposta super ousada ,talvez, mas mira lá para os primórdios do cinema então não se trata de uma grande novidade em termos de forma, no fundo é mais incomum do que inovador. O conto em si não tem lá muita inventividade logo o que vale mesmo é como foi contada uma história muda e aqui creio que cabem as maiores críticas. A câmera é distante demais, filma-se o nada por muito tempo, personagens andando pra lá e para cá, as cenas da comercialização das moças quase todas iguais. Penso que a cena do aborto é grande ápice. Na cena final fiquei pensando: ué mas ninguém acorda com o barulho? dá zero pra mim.
O filme começa com a seguinte mensagem sendo exibida na tela: "Este filme é em linguagem de sinais. Não há tradução, nem legendas, nem narração." Por si só, a experiência já é válida por essa premissa curiosa. A história ganha forma aos poucos, tudo com bastante estilo e personalidade. De maneira trivial, lindos enquadramentos estáticos são formados no frame, criando uma dinâmica bastante natural e que em alguns casos, evoluem para (quase que imperceptíveis) ótimos planos-sequência, que dão o dinamismo necessário para evolução da história. A trama é tão envolvente e imersiva, que acaba transcendendo a premissa inicial, o que era apenas uma curiosidade pelo desconhecido, se transforma em uma história crua, reflexiva e de profundidade.
O filme ousa ao apresentar uma história narrada inteiramente em linguagem de sinais, sem o auxílio de legendas ou narrações. Essa escolha gera uma inversão de papéis, obrigando o público a experienciar a barreira comunicativa enfrentada por uma comunidade historicamente ignorada no audiovisual, seja enquanto espectador ou equipe.
Porém, a narrativa tropeça insistentemente em alguns elementos básicos:
- Repetitividade. Situações que se repetem desnecessariamente;
- Inconsequência. Ações dos personagens que parecem não gerar desdobramentos;
- Ambientação rasa. A falta de exploração dos espaços transforma a escola em um mero dormitório, apenas
Além disso, o roteiro recorre a um dos gatilhos mais desnecessários do cinema:
a cena de estupro, recurso usado apenas para selar o vilanismo de um personagem (ou para motivar a jornada batida de "justiceiro")
Poderia ter sido um filme que indicaríamos pela proposta E pela história. Para mim, bateu na trave, a indicação fica apenas pelo primeiro motivo.
Proposta super ousada ,talvez, mas mira lá para os primórdios do cinema então não se trata de uma grande novidade em termos de forma, no fundo é mais incomum do que inovador. O conto em si não tem lá muita inventividade logo o que vale mesmo é como foi contada uma história muda e aqui creio que cabem as maiores críticas. A câmera é distante demais, filma-se o nada por muito tempo, personagens andando pra lá e para cá, as cenas da comercialização das moças quase todas iguais. Penso que a cena do aborto é grande ápice. Na cena final fiquei pensando: ué mas ninguém acorda com o barulho? dá zero pra mim.
O filme começa com a seguinte mensagem sendo exibida na tela: "Este filme é em linguagem de sinais. Não há tradução, nem legendas, nem narração." Por si só, a experiência já é válida por essa premissa curiosa. A história ganha forma aos poucos, tudo com bastante estilo e personalidade. De maneira trivial, lindos enquadramentos estáticos são formados no frame, criando uma dinâmica bastante natural e que em alguns casos, evoluem para (quase que imperceptíveis) ótimos planos-sequência, que dão o dinamismo necessário para evolução da história. A trama é tão envolvente e imersiva, que acaba transcendendo a premissa inicial, o que era apenas uma curiosidade pelo desconhecido, se transforma em uma história crua, reflexiva e de profundidade.
O que fica claro é a intenção do diretor em impactar com o comportamento diário dos jovens,mas pouca coisa interessa.
>Assistido em 07 de Agosto de 2024
a proposta desse filme é incrível, mas quem tem dificuldade de concentração vai sofrer pra assistir (falando por experiência própria 😭)