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Julien (Jerzy Radziwilowicz) é um relojoeiro frustrado de 40 anos, que está chantageando Madame X (Anne Brochet): ele sabe de coisas misteriosas que a envolvem no tráfico de objetos antigos, mas desconhece a ligação entre ela e a sublime Marie (Emmanuelle Béart), por quem Julien havia se apaixonado perdidamente cerca de um ano antes. Tendo reencontrado a amada, ele percebe que algo mudou no seu comportamento: apesar do seu crescente amor por Julien, Marie parece incapaz de encontrar a sensação das coisas. Julien fará o que puder para ajudar Marie a se liberar desse estado.
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É bem provável que ranço que eu carregue com Rivette já influencie minha avaliação sobre seu cinema e dito isto, como Rivette é uma besta quadrada, não há outro adjetivo que sintetize melhor este diretor. Trama esdruxula, que no intuito de manter um suposto mistério ao qual Rivette já entrega sua previsibilidade desde a primeira cena, utiliza de artifícios rasos para modificar o sentido constantemente a cada troca de cena. Pelo menos dá pra curtir o bela corpo de Beárt dando umas trepadas aqui e acolá.
Mal consegui me concentrar quando percebi que a Emmanuelle Béart era a cara da Nicole Aniston.
Original, sedutor e romântico de uma forma surpreendente. A aura fantasmagórica e provocativa que dá o tom final engrandece muito a obra.
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Excelente.
Logo nas primeiras imagens achei que não valeria perder meu tempo, mas geimei em continuar e não me arrependo.
Desde o início, o filme guarda uma estranheza bastante agradável. Aliás, essa sensação agradável de prazer estético, de sentir que estamos vendo algo especial, acontece sempre quando vemos um filme de um diretor de primeira grandeza como Rivette. E no caso de A HISTÓRIA DE MARIE E JULIEN, mesmo quando o filme vai descortinando sua verdadeira face, o encanto e o mistério continua. Engraçado que eu tinha a impressão que o filme seria mais erótico, mas o aspecto carnal do filme é quase nulo, estando mais para o espiritual. Basta notar que na cena em que Marie e Julien estão na cama, um de seus maiores prazeres é ficarem contando fantasias, criando com a ajuda do outro fantasias eróticas, como se mentalização desses pensamentos fosse mais importante que o próprio ato sexual, que é pouco mostrado, omitido pelas elipses à Bresson.
Valeu assistir e sei que você também gostará!
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Equipe Filmow.com