Property developers looking for the ideal South Pacific location for the new Paradise Carlton hotel, discover instead an island populated by carnivorous plants and zombies.
Ainda nos estigmas do Código Hays esse filme é extremamente curioso - Eu tô encarando a Ilha de Lesbos e chorando sendo sincera.
Sim sim, o filme tem o Boris Karloff, mas esse não é o interessante cara - o que pega é de onde vem a trevosidade do plot que o personagem dele estaria ali pra tentar *desvendar*: E é sobre o feminino.
EXPLICO: Não enfiaram uma personagem lésbica ali do nada - e sim, ela é lésbica em texto, o que é no mínimo inusitado pra época... Ela está lá pra fazer um contraponto romântico com a unica outra personagem feminina do filme, a "Adams". E é dos dilemas desta personagem aqui que o filme tá querendo criar o causo.
Adams seria na real a protagonista da história - eu sei que não parece, tendo lá toda a introdução com o Karloff brilhando muito no Corinthians, mas é pq o filme tem que vender né?
Ali nesta intro a gente tem um panorama falsiane de uma maquete que tenta parecer cenário real - falhando miseravelmente, e é tipo resumão das intenções deste filme haha. Trata-se dum misterio misterioso envolvendo o fato que os capangas de um zé da grana chamado Senhor Capitalismo, que tinha sido enviado pra avaliar o terreno duma ilha paradisíaca onde o chefão queria construir um hotel, é encontrado em modo zumbi. O figura está catatônico e ninguém sabe os motivos, e Senhor Capital está preocupadíssimo em perder dinheiro se tem intrigas magicas onde ele quer construir propriedade. Nessas envolve o personagem do Karloff que é um cara que desmascararia acontecimentos fantásticos - detetive do mistico através da ciência e razão.
Só que aí que tá, pra ele que teoricamente seria o Sherlock Holmes da história tem, claro, o papel do assistente... E quem é essa figura aqui? ISSO MESMO "ADAMS" Sendo a viajandona que eu sou já interessante a insistência em chamar esta personagem pelo sobrenome, pq fica agênero né? Ou pelo menos algo de masculino. Não só isto mas temos a coisa óbvia de "Adam" ser Adão e a traquinagem da história estar falando de *Paraíso da Natureza* quanto a Ilha tenebrosa.
Nem é só o nome a discussão sobre a Adams - é também seu comportamento. Seria ela na verdade mais similar ao Holmes na retratação de suas maneiras, já que em texto é chamada de *máquina sem sentimentos* por ter essa pegada nerd de citar embasamentos cientificos pra ajudar o Karloff, mas pontualmente por não se comportar como ****MULHER**** de modo feminino & emocional vê-se.
Meu estado vendo este filme era no batidão do caótico no COMO ELES SE ATREVEM?? Pq o mistério da ilha foda-se - é uma pataquara sem sentido o filme: enfadonha, bizarra, mal contada não só pelos efeitos datados mas pq não é sobre a Ilha ou *o mágico* fantastico de filme de terror.
É sobre o feminino - é uma mensagem moralista, misogina e lesbofobica sobre o que seria o padrão de feminilidade - E TENTAM USAR SHERLOCK HOLMES PRA FODER O MEU ROLÊ AINDA POR CIMA.
E, claro, a personagem da mina lésbica chamada Claire Winter, vivida de forma mais do que competente mas real corajosa pela atriz Jean Engstrom, é sacrificada pela fúria da natureza pra passar a lição do filme. Pq os caras não morrem ENTENDA eles ficam catatônicos de espanto ao ver o relacionamento de duas minas ser devorado pelos seus instintos naturais - EU AINDA TÔ ESTARRECIDA NA CENA DAS DUAS MENININHAS AQUI CARA.
O arco sobre a Adams encontrar seu *lado feminino* e ao mesmo tempo se aceitar como é tem então este contraponto das interações da mesma com a Claire - que quer devorá-la? Ou *ensinar coisas* pra ela E ENSINA. O filme não nos mostra, mas insinua que até o modo como Adams muda o figurino & cabelo foi devido a sua influência. Obvio que tem o interesse romantico masculino também, chamado Gunn - pq esse filme é super sutil nos nomes [Winter fazendo o paralelo com o natural que o filme tá botando trevas & Gunn sendo...O FALO pq urg]
Mistério então em texto é que a ilha é magica assim mesmo, tem plantas carnívoras que devoram pessoas inteiras & de alguma forma afetam macho pra que estes fiquem em estado catatonico o resto da vida - é o trauma.
Aliás, adivinha com quem Adams fica no final após a Winter ser devorada pela própria natureza? Gunn porém só cria a conexão romantica com a personagem quando justamente ele demonstra *um lado frágil* (feminino?) revelando os próprios traumas e dificuldades pessoais quanto ao papel de masculinidade - isso não é viagem minha, real tem no dialogo Adams rebatendo acusação dele que ela não saberia *ser mulher* falando que Gunn também não saberia ser homem... E por isso não saberia amar.
Muito que caotico então esse tratado cisheteronormativo em forma de pelicula -ruim aqui. É num todo curioso pra analise do discurso que tão mandando, ainda que o conteudo do discurso seja odioso & desprezivel num pacote sem sal de filme.
Eu vim pelo lésbico 🤗
Ainda nos estigmas do Código Hays esse filme é extremamente curioso - Eu tô encarando a Ilha de Lesbos e chorando sendo sincera.
Sim sim, o filme tem o Boris Karloff, mas esse não é o interessante cara - o que pega é de onde vem a trevosidade do plot que o personagem dele estaria ali pra tentar *desvendar*: E é sobre o feminino.
EXPLICO: Não enfiaram uma personagem lésbica ali do nada - e sim, ela é lésbica em texto, o que é no mínimo inusitado pra época... Ela está lá pra fazer um contraponto romântico com a unica outra personagem feminina do filme, a "Adams". E é dos dilemas desta personagem aqui que o filme tá querendo criar o causo.
Adams seria na real a protagonista da história - eu sei que não parece, tendo lá toda a introdução com o Karloff brilhando muito no Corinthians, mas é pq o filme tem que vender né?
Ali nesta intro a gente tem um panorama falsiane de uma maquete que tenta parecer cenário real - falhando miseravelmente, e é tipo resumão das intenções deste filme haha.
Trata-se dum misterio misterioso envolvendo o fato que os capangas de um zé da grana chamado Senhor Capitalismo, que tinha sido enviado pra avaliar o terreno duma ilha paradisíaca onde o chefão queria construir um hotel, é encontrado em modo zumbi.
O figura está catatônico e ninguém sabe os motivos, e Senhor Capital está preocupadíssimo em perder dinheiro se tem intrigas magicas onde ele quer construir propriedade.
Nessas envolve o personagem do Karloff que é um cara que desmascararia acontecimentos fantásticos - detetive do mistico através da ciência e razão.
Só que aí que tá, pra ele que teoricamente seria o Sherlock Holmes da história tem, claro, o papel do assistente... E quem é essa figura aqui? ISSO MESMO "ADAMS"
Sendo a viajandona que eu sou já interessante a insistência em chamar esta personagem pelo sobrenome, pq fica agênero né? Ou pelo menos algo de masculino. Não só isto mas temos a coisa óbvia de "Adam" ser Adão e a traquinagem da história estar falando de *Paraíso da Natureza* quanto a Ilha tenebrosa.
Nem é só o nome a discussão sobre a Adams - é também seu comportamento. Seria ela na verdade mais similar ao Holmes na retratação de suas maneiras, já que em texto é chamada de *máquina sem sentimentos* por ter essa pegada nerd de citar embasamentos cientificos pra ajudar o Karloff, mas pontualmente por não se comportar como ****MULHER**** de modo feminino & emocional vê-se.
Meu estado vendo este filme era no batidão do caótico no COMO ELES SE ATREVEM??
Pq o mistério da ilha foda-se - é uma pataquara sem sentido o filme: enfadonha, bizarra, mal contada não só pelos efeitos datados mas pq não é sobre a Ilha ou *o mágico* fantastico de filme de terror.
É sobre o feminino - é uma mensagem moralista, misogina e lesbofobica sobre o que seria o padrão de feminilidade - E TENTAM USAR SHERLOCK HOLMES PRA FODER O MEU ROLÊ AINDA POR CIMA.
E, claro, a personagem da mina lésbica chamada Claire Winter, vivida de forma mais do que competente mas real corajosa pela atriz Jean Engstrom, é sacrificada pela fúria da natureza pra passar a lição do filme. Pq os caras não morrem ENTENDA eles ficam catatônicos de espanto ao ver o relacionamento de duas minas ser devorado pelos seus instintos naturais - EU AINDA TÔ ESTARRECIDA NA CENA DAS DUAS MENININHAS AQUI CARA.
O arco sobre a Adams encontrar seu *lado feminino* e ao mesmo tempo se aceitar como é tem então este contraponto das interações da mesma com a Claire - que quer devorá-la? Ou *ensinar coisas* pra ela E ENSINA. O filme não nos mostra, mas insinua que até o modo como Adams muda o figurino & cabelo foi devido a sua influência.
Obvio que tem o interesse romantico masculino também, chamado Gunn - pq esse filme é super sutil nos nomes [Winter fazendo o paralelo com o natural que o filme tá botando trevas & Gunn sendo...O FALO pq urg]
Mistério então em texto é que a ilha é magica assim mesmo, tem plantas carnívoras que devoram pessoas inteiras & de alguma forma afetam macho pra que estes fiquem em estado catatonico o resto da vida - é o trauma.
Aliás, adivinha com quem Adams fica no final após a Winter ser devorada pela própria natureza? Gunn porém só cria a conexão romantica com a personagem quando justamente ele demonstra *um lado frágil* (feminino?) revelando os próprios traumas e dificuldades pessoais quanto ao papel de masculinidade - isso não é viagem minha, real tem no dialogo Adams rebatendo acusação dele que ela não saberia *ser mulher* falando que Gunn também não saberia ser homem... E por isso não saberia amar.
Muito que caotico então esse tratado cisheteronormativo em forma de pelicula -ruim aqui. É num todo curioso pra analise do discurso que tão mandando, ainda que o conteudo do discurso seja odioso & desprezivel num pacote sem sal de filme.