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Na sequência de um abalo de terra que nenhum sismógrafo registrou, uma fenda enorme aparece na crosta terrestre ao longo da fronteira entre Espanha e França. Aos poucos, a Península Ibérica parte à deriva, como uma Jangada de Pedra. Joana (Ana Padrão) traça no solo uma linha que não se apaga; Joaquim (Diogo Infante) lança à água uma pedra enorme, desafiando a gravidade; José (Gabino Diego) é acompanhado para todo o lado por um bando de estorninhos; em um canto perdido de Espanha, Pedro (Federico Luppi) é o único que sente a terra a tremer e da mão de Maria (Icíar Bollaín) escapa-se um novelo que não mais termina. Todos estes acontecimentos que permeiam A Jangada de Pedra parecem ter apenas uma finalidade: fazer com que estas pessoas se encontrem, desvendando pelo caminho inesperados enigmas.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
7.9 - Filme baseado na obra literária homónima de José Saramago, que retrata um Mundo (simbolizado pela Península Ibérica), de repente virado do avesso! (N.R. - De certa forma, é surpreendentemente actual, face ao panorama global actual! E com uma "conclusão"/mensagem também ela válida e premente nestes tempos) Uma película surreal ou irreal, onde os valores da União continuam a ser, e constituem, os pilares do Bem-Estar Mundial. Partindo de uma narrativa surreal, ficcional, e recheada de simbolismos, com algum humor à mistura e utilizando um tom sarcástico no mesmo, Saramago (e George Sluizer, o realizador do filme) faz uma crítica social ao Mundo e à sociedade moderna. Destaque para a presença nos papéis principais de Diogo Infante e Ana Padrão, ao lado de actores e actrizes maioritariamente espanhóis.
Efeitos visuais dignos de Chapolin.
Esse recado foi MODERADO.
Motivo: Infração dos Termos de Uso.
Equipe Filmow.comInteressante e faz esforço para não estragar a obra original. Como cinema funciona, mas algumas cenas ficam estranhas ao não transpor bem as situações do livro. Os personagens mesmo possuem uma profundidade na obra original que nem de perto é alcançada no filme, o que o deixa bastante raso, tanto na análise dos personagens como na própria situação que o Saramago procura expor. Senti também que faltou um pouco mais na produção do filme em si, algo que Ensaio Sobre a Cegueira teve de sobra, por exemplo. Espero por uma adaptação de Intermitências da Morte e, em uma utopia, o Meirelles filmando Ensaio Sobre a Lucidez (seria incrível).
A adaptação é bacananinha, mas fica definitivamente longe da profundida da obra do Saramago.
Eu só não entendi uma coisa: o Saramago descreve o José como um bobo? Mano, pelo menos na parte inicial toda do filme, esse ator ficou fazendo uma cara de trouxa que só ele! Não deu mesmo pra entender o motivo de tanta bobeira diante de qualquer situação, boa ou ruim: sempre com um sorrisinho abobado. Affff