Necessário e atualíssimo curta-metragem sobre a imigração nos Estados Unidos da América e suas abordagens legais e amorais no processo de busca por cidadania desse país, já que os indocumentados são capturados, no escritório do Serviço de Imigração e Controle de Aduana, durante as entrevistas para tal fim mesmo preenchendo os requisitos básicos verdadeiros. Além de expor as complexidades inerentes ao sistema, o título traz um trocadilho sensacional - "a lien" (um vínculo) por "alien" (estrangeiro). E, mesmo captado por um olhar de uma única família, o filme de apenas 15 minutos não permite um momento para recuperar o fôlego do retrato confinado das casualidades de uma entrevista que deveria ser a esperança de um ser humano em busca do lar - neste caso, um cidadão que apenas nasceu em Honduras e vive, desde 1994, no Queens, Nova York. Para ser sentido e ser enfrentado.
Curta-metragem indicado ao Oscar na categoria de ficção, ‘A lien’ é um instigante filme sobre a deportação de imigrantes na nova Era Trump, produzido por Adam McKay, diretor de ‘A grande aposta’ (2015) e ‘Não olhe para cima’ (2021), e com direção de fotografia do ítalo-brasileiro Andrea Gavazzi. Conhecemos a história de um casal e a filha pequena em um dia comum para obter o tão sonhado Green Card – ele é imigrante e ela, norte-americana. O processo é demorado e burocrático, e separadamente eles passam por entrevistas. A todo tempo são observados por policiais. São momentos cruciais, angustiantes, de uma família à espera. Até que o homem é barrado e conduzido à força até uma viatura da polícia. Enxuto com seus 15 minutos, é um grande trabalho sobre imigração, distanciamento, separação, num contexto de forte tensão social que contamina os Estados Unidos hoje. O título carrega ambiguidade – ‘Lien’ significa o direito de possuir e usufruir títulos e propriedades, enquanto ‘A lien’, com a sonoridade ‘Alien’, pode ser interpretado como a visão de muitos americanos sobre os imigrantes, um outro ser, um alienígena invasor... Em breve no streaming. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Necessário e atualíssimo curta-metragem sobre a imigração nos Estados Unidos da América e suas abordagens legais e amorais no processo de busca por cidadania desse país, já que os indocumentados são capturados, no escritório do Serviço de Imigração e Controle de Aduana, durante as entrevistas para tal fim mesmo preenchendo os requisitos básicos verdadeiros. Além de expor as complexidades inerentes ao sistema, o título traz um trocadilho sensacional - "a lien" (um vínculo) por "alien" (estrangeiro). E, mesmo captado por um olhar de uma única família, o filme de apenas 15 minutos não permite um momento para recuperar o fôlego do retrato confinado das casualidades de uma entrevista que deveria ser a esperança de um ser humano em busca do lar - neste caso, um cidadão que apenas nasceu em Honduras e vive, desde 1994, no Queens, Nova York. Para ser sentido e ser enfrentado.
Curta-metragem indicado ao Oscar na categoria de ficção, ‘A lien’ é um instigante filme sobre a deportação de imigrantes na nova Era Trump, produzido por Adam McKay, diretor de ‘A grande aposta’ (2015) e ‘Não olhe para cima’ (2021), e com direção de fotografia do ítalo-brasileiro Andrea Gavazzi. Conhecemos a história de um casal e a filha pequena em um dia comum para obter o tão sonhado Green Card – ele é imigrante e ela, norte-americana. O processo é demorado e burocrático, e separadamente eles passam por entrevistas. A todo tempo são observados por policiais. São momentos cruciais, angustiantes, de uma família à espera. Até que o homem é barrado e conduzido à força até uma viatura da polícia. Enxuto com seus 15 minutos, é um grande trabalho sobre imigração, distanciamento, separação, num contexto de forte tensão social que contamina os Estados Unidos hoje. O título carrega ambiguidade – ‘Lien’ significa o direito de possuir e usufruir títulos e propriedades, enquanto ‘A lien’, com a sonoridade ‘Alien’, pode ser interpretado como a visão de muitos americanos sobre os imigrantes, um outro ser, um alienígena invasor... Em breve no streaming. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Se existisse Oscar de Melhor Edição para curta metragem, com certeza ganharia fácil.
O desespero toma conta pela direção.
Um tema tão atual.
Muito bem feito, com uma ótima tensão
Mas eu não consegui acreditar que é simplesmente assim. Passou uma vibe sensacionalista.
O mais atual dos curtas que concorrem ao oscar esse ano.
Extremamente relevante, necessário e revoltante!