Na cidade operária de Sormovo, um ferreiro bêbado, fura-greves, é morto acidentalmente por um militante, amigo de seu filho. A viúva (interpretada por Vera Baranovskaia, pupila de Stanislavsky) acreditando agir corretamente, ajuda os investigadores, porém, seu filho é preso e ela se arrepende profundamente. Com isso ela participa de uma manifestação revolucionária de solidariedade proletária.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Produção soviética muda em preto e branco da Mezhrabpom-Rus e Sovexportfilm que é um drama baseado no romance homônimo de 1906, de Maxim Gorky (1868-1936), é a 1° parte da "trilogia revolucionária" de Vsevolod Pudovkin (1893-1953), ao lado de O fim de São Petersburgo (27) e Tempestade sobre a Ásia (28) - também conhecido como O herdeiro de Genghis Khan. As filmagens aconteceram em Tver, Yaroslavl e Moscou, na União Soviética.
O filme é uma refilmagem de Mat (20). Outras versões da mesma estória se seguiram: o curta Mat (41) e Mat (56), todos soviéticos, além da série de TV mexicana La madre (80) e a co-produção Ítalo-russa A mãe (90). Este foi o 1 ° longa-metragem dirigido por Vsevolod Pudovkin, que também era ator e roteirista. Em 1968, o filme foi restaurado e uma trilha sonora foi adicionada por Tikhon Khrennikov (1913-2007), enfatizando a mensagem revolucionária do filme.
Bastante comovente, com uma edição poderosa, embora às vezes os cortes sejam chocantes e inesperados, mas no geral é um filme eficaz sobre o abuso de poder e a dificuldade de se defender desse abuso. Fala de maternidade, sacrifício e revolução e Vera Baranovskaya (1885-1935) retrata o coração da Rússia Soviética. É a edição, não o enredo, que o torna interessante. Os cortes, embora dramáticos, não quebram, mas intensificam a história. Por meio desse drama familiar, entendemos a divisão de classes e a luta diária dos trabalhadores.
Os russos sabiam fazer filme!!
Filme 034/2025
Visto em 22/02/2025
Matriotismo.
Momentos: a goteira, o sentinela que se confunde com a torre de vigia, a euforia da liberdade que se aproxima da alegria de uma criança, a mãe segurando a bandeira contra o sol.
A mãe vai onde o filho precisa. Entendi agora quando falam de "Mãe Rússia".
"A Mãe", poderoso drama soviético clássico, é uma versão cinematográfica da grande história de Gorki sobre a Revolução de 1905. Tecnicamente perfeito na sua concepção e realização, o grande destaque fica por conta da impressionante atuação de Vera Baranovskaya no papel da mãe protagonista. Devastador é uma outra palavra que encontro para definir este notável filme mudo de 1926, dirigido brilhantemente por Vsevolod Pudovkin. Disponível no Youtube.
Pudovkin realiza algo que se aproxima muito de Eisenstein.Valoriza a rotina da personagem principal,mas sem perder o foco nos personagens secundários que são muitos.Como de praxe,os planos são perfeitos.São várias sequências,incluindo algumas aéreas que são impossíveis imaginar que foram realizadas em 1926.O ato final é doloroso e traz a cena mais famosa do filme...
>Assistido em 03 de Dezembro de 2021