Essa é uma obra que foge um pouco das características do diretor. Marcado por muito mais diálogo e tomadas internas, Lav Diaz nos trás uma protagonista forte e traumatizada por décadas de cárcere cumpridos injustamente. Novamente explicita a fragilidade das instituições filipinas, caracterzida por forte corrupção e elitismo.
Horacia demonstra sua dualidade constante como pessoa, sendo generosa e solidária com desconhecidos, ainda que se saiba que existe intenções evidentes nesta rede de contatos que se vai criando. Entretanto, Hollanda é a prova de que essa benevolência está latente em sua vivência, trazendo à tona o desfecho desejado por ela, ainda que estivesse em dúvida de levar a cabo esse ato. Por fim, a cena final trazendo o vazio que nunca poderá ser preenchido: a dúvida de seu filho ainda estar vivo, deixando-a em perpétua agonia.
Cinema contemplativo, obscuro, realista urbano e chocante. Talvez o pecado de Lav Diaz sejam suas excessivas metragens o que não quer dizer necessariamente que seus filmes sejam absurdamente cansativos já que sua câmera compensa qualquer momento de ostracismo.
Se eu falar que não existem momentos cansativos na obra de Diaz estaria mentindo, mas cada um de seus trabalhos são verdadeiras aulas de imersão e estudos de personagens, onde você vivencia o cotidiano, a monotonia e cada sentimento que pulsa naquelas pessoas. É prazeroso você terminar a sessão com a sensação de que tirou muita coisa daquilo e conseguiu captar muito do que o diretor quis transmitir.
"É ali que minha vida irá terminar. Num lugar onde ninguém me conhece."
A MULHER QUE SE FOI #AngBabaengHumayo de #LavDiaz Filipinas,2016.
Impossível não citar Lav Diaz quando o assunto é o tempo no cinema. O diretor filipino é mestre em criar seu próprio tempo para as coisas que filma. Seus filmes ultrapassam as 9 horas de duração, então nesse caso aqui temos um filme relativamente curto com 3h50 minutos. É uma linda e tristíssima história da mulher que passa 30 anos na prisão injustamente e é solta quando a verdadeira criminosa é encontrada. O mundo está mudado para essa mulher que viveu uma vida na prisão, e é esse mundo de cabeça para baixo que essa mulher irá tentar mudar. O longa é baseado em um livro de Tolstói.
Essa é uma obra que foge um pouco das características do diretor. Marcado por muito mais diálogo e tomadas internas, Lav Diaz nos trás uma protagonista forte e traumatizada por décadas de cárcere cumpridos injustamente.
Novamente explicita a fragilidade das instituições filipinas, caracterzida por forte corrupção e elitismo.
Horacia demonstra sua dualidade constante como pessoa, sendo generosa e solidária com desconhecidos, ainda que se saiba que existe intenções evidentes nesta rede de contatos que se vai criando. Entretanto, Hollanda é a prova de que essa benevolência está latente em sua vivência, trazendo à tona o desfecho desejado por ela, ainda que estivesse em dúvida de levar a cabo esse ato.
Por fim, a cena final trazendo o vazio que nunca poderá ser preenchido: a dúvida de seu filho ainda estar vivo, deixando-a em perpétua agonia.
Cinema contemplativo, obscuro, realista urbano e chocante. Talvez o pecado de Lav Diaz sejam suas excessivas metragens o que não quer dizer necessariamente que seus filmes sejam absurdamente cansativos já que sua câmera compensa qualquer momento de ostracismo.
Se eu falar que não existem momentos cansativos na obra de Diaz estaria mentindo, mas cada um de seus trabalhos são verdadeiras aulas de imersão e estudos de personagens, onde você vivencia o cotidiano, a monotonia e cada sentimento que pulsa naquelas pessoas. É prazeroso você terminar a sessão com a sensação de que tirou muita coisa daquilo e conseguiu captar muito do que o diretor quis transmitir.
ainda não consegui terminar. achei o filme extremamente parado mas acho que o problema é que eu não estava no clima na noite em que comecei a ver.
"É ali que minha vida irá terminar. Num lugar onde ninguém me conhece."
A MULHER QUE SE FOI #AngBabaengHumayo de #LavDiaz Filipinas,2016.
Impossível não citar Lav Diaz quando o assunto é o tempo no cinema. O diretor filipino é mestre em criar seu próprio tempo para as coisas que filma. Seus filmes ultrapassam as 9 horas de duração, então nesse caso aqui temos um filme relativamente curto com 3h50 minutos. É uma linda e tristíssima história da mulher que passa 30 anos na prisão injustamente e é solta quando a verdadeira criminosa é encontrada. O mundo está mudado para essa mulher que viveu uma vida na prisão, e é esse mundo de cabeça para baixo que essa mulher irá tentar mudar. O longa é baseado em um livro de Tolstói.
#CharoSantosConcio #JohnLloydCruz #MaePaner #CinemaFilipino