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O filme tematiza a questão da identidade cultural da nação boliviana. Sebastián Mamani, um camponês renegado por seu povo, tenta integrar-se a uma sociedade que o descrimina e humilha por sua origem Aymara. Ele retorna ao povoado para se redimir por ter atuado como repressor durante a ditadura. Dançando o ‘Jacha Tata Danzante’ até a morte ele espera apagar seu passado, desejando seu próprio renascimento.
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Situação bem comum na América Latina, o indígena não se apega às tradições locais e também não se incorpora na sociedade fora de seu povo devido ao preconceito dos brancos. Ainda tem os militares dificultando tudo, como de costume!
Assisti na TV Brasil há uns três anos atrás, na sessão Cine Ibermedia. Esse foi um dos poucos filmes que não gostei entre os vários que assisti nessa sessão. Totalmente desinteressante, arrastado, do tipo que agrada somente aos envolvidos e ao público específico.
Obra-prima do cineasta Jorge Sanjinés e pilar fundamental do cinema boliviano, “A Nação Clandestina” narra o drama de um agricultor da comunidade Aymara rejeitado pelos brancos por ser índio e por estes por tê-los abandonado. O grande tema da película é o dilema da identidade de um povo que vive de maneira clandestina dentro de seu próprio território (só pelo precioso título já é possível fazer uma grande reflexão) e que tenta se afirmar a todo custo. Rodado inteiramente na língua aymara, o filme é original como poucos. Parece ter sido feito pelo povo andino e para o povo andino.