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Sinopse
À época da Grande Depressão americana, é criado um concurso de dança que oferece 1.500 dólares como prêmio para o casal que conseguir ficar mais tempo dançando.
- tinha entendido que se passava na grande depressão, mas era tanto coisa surreal acontecendo que eu já estava jurando que era algum tipo de mundo distópico, mas não é uma ferrenha e sensacional crítica ao capitalismo - as pessoas dançando sem parar ou correndo em círculos, até a completa exaustão, só por algumas moedas e ninguém realmente ganha no final, genial de tão simples - quando o cara revela o que realmente acontece com o grande "prêmio", pqp! depois de toda a humilhação que faz todos passar, que ódio isso ser tão atual - vários socos no estômago, um bruto choque de realidade
Pelas notas, elogios, "estrelas", eu pensei que fosse melhor. Entendi o filme, e não há muito o que buscar também pra entender. Está bem escancarado, e boa parte dele está na sinopse, e é até melhor falado na opinião das pessoas, na descrição que ela fazem do mesmo, que da OBRA EM SI. Que é "boa", no sentido de crítica social (o que TODO MUNDO JÁ FALOU), e apontar uma ótica sobre um assunto, e é isso mesmo, com uma excelente ideia. Mas soando melhor da boca das pessoas do que seu andamento em si.
Convenhamos, não seja tonto, por favor. Não se espera "ação" de uma coisa dessas, ou alguma "açucarada", não se espera coisas absurdas, incoerentes com o universo proposto, muito menos dentro do que ela se passa/abrange, ainda mais para um filme de 1969, mas para a época, e execução da trama, acho que haviam coisas bem melhores e contadas de formas mais instigantes.
Dá forma que ficou, parece que Pollack pegou a historia porque gostava do livro e queria fazer um "filme cabecinha", pra fazer os outros refletirem e mostrar que ele também é relevante, e sabe fazer um filme contundente sobre "podridão humana", nada de mau nisso, e está ok, mas já vi exemplares melhores.
Você vai se lembrar desse filme por algum motivo, e isso já é uma causa interessante. O problema é a forma como ele conta a história, que caramba! Achei chato pra cassete, coisa arrastada, enrolada, "afetada" as vezes, com uns personagem que parecem um papelão de vitrine, e aparecem só pra fazer "cara de triste", ou ficarem encarando uns aos outros, naquela tentativa de "gerar reflexão". "Meu deus, perturbador", "como são coitados", você entende, mas só servem pra fazer "cara de pena".
Algumas atuações estão boas. Jane Fonda, Gig Young, Susannah York (a "loirinha platinada"), Bonnie Bedelia (a grávida). Michael Sarrazin, achei bem "sem sal", mas funciona dentro do que a trama pede. Estão todos ali compondo o ingrediente do "circo das tragédias", perdidos, vazios, sem perspectivas de algo melhor em qualquer horizonte, ou qualquer sinal de esperança, que é reprimida e rapidamente atrofiada. Complicado.
Se Pollack queria fazer eu me sentir entediado com todo esse espetáculo de horrores, e essa era a intenção, então esse filme é "perfeito". Só que eu me senti "dançando" na pista assistindo isso, cansado, entediado, torturado, pois achei o filme muito chato em andamento e arrastado. Pouco aproveitado, pela situação que se tinha em mãos, fazendo tudo parecer distante.
Você pode dizer por algumas cenas perdidas e sem sentido, são da vontade dos personagens, pois eles estão perdidos e sem sentido, mas não acho que seja isso, acho que seja "mão pesada" do Pollack, e ele "passou a responsabilidade" para os personagens, sem querer, do que realmente fazer isso com firmeza e consciência disso, entende? Pelo menos foi assim pra mim que isso passou. Muito cansativo.
O vazio que passa não é pelos personagens e toda a situação, mas pela trama em si. Datada, quadrada, porém, com uma mensagem contundente, forte, interessante e atual, de explorar a dor alheia, fazer de tudo pelo "show business" das tristezas, das pobrezas, com nenhuma empatia, total apatia ou respeito por qualquer alma humana.
Mas nesse filme acho um exemplo de "Story", a historia, e "Storytelling", que é o contar dessa historia, que não achei bom. Diretores melhores teriam feitos maravilhas com isso. Poderia ser lembrado até hoje, é um filme com seu status e respeito, mas da forma que ficou encontra-se perdido no baú do tempo, e eu não vejo muitas citações a ele em rodas de amigos ou em fóruns mais conhecidos. Revisitado mais talvez por quem gosta do diretor ou da Jane Fonda, não pela potência da trama em si. O que falho.
Mesmo sendo um marco do diretor e a trama sendo algo infeliz, já vi plots assim, sendo contados de forma melhor efetiva por outros diretores.
Aqui, pra mim, a ideia funciona melhor que a execução, e o "boca a boca" de quem gostou é melhor do que a sessão.
pelo tanto que dizem que é um filme pesado, achei que seria mais violento. mas é muito bom
Sem comentários, é muita dor. O filme é pura dor, dor e dor. Injustiças, injustiças e mais injustiças.
"Eles atiram em cavalos, não atiram?"
É o melhor e mais poético título de um filme que eu já vi.
- tinha entendido que se passava na grande depressão, mas era tanto coisa surreal acontecendo que eu já estava jurando que era algum tipo de mundo distópico, mas não é uma ferrenha e sensacional crítica ao capitalismo
- as pessoas dançando sem parar ou correndo em círculos, até a completa exaustão, só por algumas moedas e ninguém realmente ganha no final, genial de tão simples
- quando o cara revela o que realmente acontece com o grande "prêmio", pqp! depois de toda a humilhação que faz todos passar, que ódio isso ser tão atual
- vários socos no estômago, um bruto choque de realidade
Estou meio cansado já pra comentar esse filme.
Pelas notas, elogios, "estrelas", eu pensei que fosse melhor. Entendi o filme, e não há muito o que buscar também pra entender. Está bem escancarado, e boa parte dele está na sinopse, e é até melhor falado na opinião das pessoas, na descrição que ela fazem do mesmo, que da OBRA EM SI. Que é "boa", no sentido de crítica social (o que TODO MUNDO JÁ FALOU), e apontar uma ótica sobre um assunto, e é isso mesmo, com uma excelente ideia. Mas soando melhor da boca das pessoas do que seu andamento em si.
Convenhamos, não seja tonto, por favor. Não se espera "ação" de uma coisa dessas, ou alguma "açucarada", não se espera coisas absurdas, incoerentes com o universo proposto, muito menos dentro do que ela se passa/abrange, ainda mais para um filme de 1969, mas para a época, e execução da trama, acho que haviam coisas bem melhores e contadas de formas mais instigantes.
Dá forma que ficou, parece que Pollack pegou a historia porque gostava do livro e queria fazer um "filme cabecinha", pra fazer os outros refletirem e mostrar que ele também é relevante, e sabe fazer um filme contundente sobre "podridão humana", nada de mau nisso, e está ok, mas já vi exemplares melhores.
Você vai se lembrar desse filme por algum motivo, e isso já é uma causa interessante. O problema é a forma como ele conta a história, que caramba! Achei chato pra cassete, coisa arrastada, enrolada, "afetada" as vezes, com uns personagem que parecem um papelão de vitrine, e aparecem só pra fazer "cara de triste", ou ficarem encarando uns aos outros, naquela tentativa de "gerar reflexão". "Meu deus, perturbador", "como são coitados", você entende, mas só servem pra fazer "cara de pena".
Algumas atuações estão boas. Jane Fonda, Gig Young, Susannah York (a "loirinha platinada"), Bonnie Bedelia (a grávida). Michael Sarrazin, achei bem "sem sal", mas funciona dentro do que a trama pede. Estão todos ali compondo o ingrediente do "circo das tragédias", perdidos, vazios, sem perspectivas de algo melhor em qualquer horizonte, ou qualquer sinal de esperança, que é reprimida e rapidamente atrofiada. Complicado.
Se Pollack queria fazer eu me sentir entediado com todo esse espetáculo de horrores, e essa era a intenção, então esse filme é "perfeito". Só que eu me senti "dançando" na pista assistindo isso, cansado, entediado, torturado, pois achei o filme muito chato em andamento e arrastado. Pouco aproveitado, pela situação que se tinha em mãos, fazendo tudo parecer distante.
Você pode dizer por algumas cenas perdidas e sem sentido, são da vontade dos personagens, pois eles estão perdidos e sem sentido, mas não acho que seja isso, acho que seja "mão pesada" do Pollack, e ele "passou a responsabilidade" para os personagens, sem querer, do que realmente fazer isso com firmeza e consciência disso, entende? Pelo menos foi assim pra mim que isso passou. Muito cansativo.
O vazio que passa não é pelos personagens e toda a situação, mas pela trama em si. Datada, quadrada, porém, com uma mensagem contundente, forte, interessante e atual, de explorar a dor alheia, fazer de tudo pelo "show business" das tristezas, das pobrezas, com nenhuma empatia, total apatia ou respeito por qualquer alma humana.
Mas nesse filme acho um exemplo de "Story", a historia, e "Storytelling", que é o contar dessa historia, que não achei bom. Diretores melhores teriam feitos maravilhas com isso. Poderia ser lembrado até hoje, é um filme com seu status e respeito, mas da forma que ficou encontra-se perdido no baú do tempo, e eu não vejo muitas citações a ele em rodas de amigos ou em fóruns mais conhecidos. Revisitado mais talvez por quem gosta do diretor ou da Jane Fonda, não pela potência da trama em si. O que falho.
Mesmo sendo um marco do diretor e a trama sendo algo infeliz, já vi plots assim, sendo contados de forma melhor efetiva por outros diretores.
Aqui, pra mim, a ideia funciona melhor que a execução, e o "boca a boca" de quem gostou é melhor do que a sessão.
[Lembrete para mim mesmo]
Visto: 02-05-2025
ASSISTAM. É perturbador e muito necessário.