Uma Rua, com seus transeuntes. Feirantes, compradores, vendedores.
Velhos, jovens, crianças, passantes. Amantes alegres, velhos mal humorados.Alguns apressados, outros se arrastam vagarosamente, com graça. Se coçam, riem, conversam, compram, vendem, cantam.Compositores de uma cartografia urbana que compõe o bairro da rua Moffetard, apelidada "La Mouffe" e todas estas imagens
"são feitas" a partir da anotações de uma mulher grávida. Junto com esta cartografia imagética sons e cantos de Georges Delerue badalam poeticamente. Uma construção desejante produtora.
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"Vivos estão ausentes. Mortos estão desaparecidos."
A Ópera Mouffe #LOperaMouffe de #AgnesVarda França,1958.
Paris, uma rua. Anotações de uma mulher grávida, sobre o bairro da rua Mouffetard, apelidada “la Mouffe". Varda faz um filme tão belo de assistir e tão impossível de descrever pois é para sentir. Transeuntes, pessoas do mundo, de um mundo machucado, pessoas tristes, machucadas. Agnès Varda consegue fazer a descrição das emoções em imagens, uma rua que poderia passar despercebida, que vira obra de arte.
#CurtaMetragem
Um pouco do cinema verdade de Vertov, um pouco do surrealismo do Cocteau e muito da Novelle Vague. Bom demais.
imagens primorosas, sensíveis, o foco nos detalhes, nas expressões de tantos rostos... tudo lindíssimo!
Esse é disparado até agora o melhor curta da Agnès que vi.
Nunca vi um curta metragem tão lindo e com toda essa infinidade de olhares e sentimentos.
A abertura do filme é maravilhosa: planos belíssimos, inclusive de uma mulher grávida nu, em que o amor que os personagens apaixonados sentem impregnam o espectador, tamanha a habilidade poética da diretora. O segmento sobre os desparecidos também é dramaticamente intenso, mas, do meio para o final, o filme se desvia um pouco de seu apelo inicial à Beleza (não que ele fique ruim - longe, muito longe disso - mas o afã sociológico parece um tanto incoeso), afinal recuperado na imagem final. Lindo! (WPC>)