Ricardo é um travesti. Após uma tentativa frustrada de suicídio, ele precisa voltar às raízes e reaprender a viver com a ajuda inspiradora de sua irmã e, principalmente, de seu sobrinho Vasco, que tem síndrome de Down.
Emocionar sem apelar para o mais baixo senso comum: eis um desafio que certos filmes topam e perdem. "A Outra Margem" é uma digna exceção. A junção da temática da homossexualidade com a dos portadores de deficiência mental e sua inserção no mundo cotidiano resultou em um filme invulgar. Não me recordo de nenhuma atuação fora do lugar: desde o tormentoso Ricardo, em busca de conforto para seu coração maltratado, até seu entusiasmado sobrinho Vasco, cuja mãe, Maria, expressa com gestos contidos e sóbrios a abnegação de uma mãe que criou seu filho sozinha contra todas as dificuldades. Sem contar o pai do protagonista, cuja presença rústica, somada à tentativa nada sentimentaloide do filho em fazerem as pazes, dinamiza o filme. Embora não conste na relação de intérpretes acima, aponto a participação especial do ator brasileiro Eduardo Silva, no papel do melhor amigo de Ricardo, ambos trabalhando de drag queens em Lisboa.
A minha cena preferida é quando Vasco se apresenta no teatro com outros portadores da síndrome de Down. Emocionante é pouco para definir essa passagem.
Ao público brasileiro: relevem a diferença da prosódia portuguesa diante da nossa. Aliás, isso não é desculpa para ignorarem o cinema de Portugal. E se começarem por "A Outra Margem", será compensador.
Estou fazendo uma maratona de filmes portugueses de temática gay e esse foi, de longe, o melhor deles até agora. Completamente apaixonado pelo Vasco!
Poxa não imaginava que fosse tão bom... uma produção simples mas com varias camadas interessantes,e bem emocional.
Alguém tem um link para assistir? Queria muito ver esse filme.
Muito bonito...
Emocionar sem apelar para o mais baixo senso comum: eis um desafio que certos filmes topam e perdem.
"A Outra Margem" é uma digna exceção.
A junção da temática da homossexualidade com a dos portadores de deficiência mental e sua inserção no mundo cotidiano resultou em um filme invulgar.
Não me recordo de nenhuma atuação fora do lugar: desde o tormentoso Ricardo, em busca de conforto para seu coração maltratado, até seu entusiasmado sobrinho Vasco, cuja mãe, Maria, expressa com gestos contidos e sóbrios a abnegação de uma mãe que criou seu filho sozinha contra todas as dificuldades.
Sem contar o pai do protagonista, cuja presença rústica, somada à tentativa nada sentimentaloide do filho em fazerem as pazes, dinamiza o filme.
Embora não conste na relação de intérpretes acima, aponto a participação especial do ator brasileiro Eduardo Silva, no papel do melhor amigo de Ricardo, ambos trabalhando de drag queens em Lisboa.
A minha cena preferida é quando Vasco se apresenta no teatro com outros portadores da síndrome de Down. Emocionante é pouco para definir essa passagem.
Ao público brasileiro: relevem a diferença da prosódia portuguesa diante da nossa. Aliás, isso não é desculpa para ignorarem o cinema de Portugal.
E se começarem por "A Outra Margem", será compensador.