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Data de lançamento
11 Abril 2024Duração
G.H. (Maria Fernanda Cândido) é uma moradora de Copacabana. Quando demite sua empregada, ela decide imediatamente fazer uma limpeza no quarto de serviço, presumindo que o encontrará sujo e cheio de tralhas. Lá ela mata uma barata e acaba mergulhando em uma reflexão existencial, contemplando a perda de sua identidade.
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Boa adaptação, Maria Fernanda tá ótima, mas o longa tá bem distante da obra-prima de Clarice Lispector!!
queria tanto ver uma adaptação de teatro... e com a maria fernanda cândido! bicha verdadeira e bonita da porr@!
(concordo que é desnecessariamente longo e repetitivo, inclusive, se tivesse puxado mais pro trhiller psicológico poderia ser melhor)
A atuação de Fernanda Cândido é simplesmente esplendorosa, mas o Longa, deixa muito a desejar.
-----------estou procurando, estou procurando. Dizer o que achei desse filme, mas é difícil... Que achara eu? Não amei nem odiei, o que já é um milagre para esse tipo de obra. É de fato um desafio filmar Clarice, ainda mais G.H.. Já que Antonioni não dirigiu esse filme, vamos ficar com essa adaptação brasileira, por ora.
LFC é um diretor competente e tem seus acertos (a sequência do cigarro, por exemplo, além do amor que ele faz com a atriz principal quando a filma), porém tenho que concordar com algumas críticas abaixo. A direção carregou bem nas tintas do drama, soando teatral e trágico - às vezes parecia que era Lady Macbeth sofrendo naquele quarto de empregada. Clarice era densa e visceral sem deixar de ter humor e espírito! (salvo um e outro momento que mantiveram esse espírito, vide a passagem que ela pensa no que fará à noite depois de tudo aquilo)
O filme é lindo visualmente, só que a ponto de parecer até meio plástico de tão perfeito. Sim, G.H. é abastada e vivia numa cobertura, mas aquele apartamento parecia mais um palacete europeu haha e como também disseram abaixo, a história é sobre uma mulher que se despe completamente de tudo até chegar ao mais profundo e neutro nada... Talvez ele tenha forçado nesse luxo e nessa elegância toda pra contrastar com o horror do conflito principal; ainda assim, acho que a história poderia ter sido filmada de forma mais simples e direta, sem deixar de ser poética e artística. A música me incomodou também, quebrou e destoou muito em vários momentos. Poderia ter sido mais um filme de silêncios, com música esporádica e bem pontual. MUITAS repetições de imagens e frases também prejudicaram. Achei interessante retratar a história nos anos 60, época da escrita do livro. A atriz estava parecida com a Clarice da época - o cabelo, os traços, as roupas, o porte... Ao mesmo tempo, acho que a história é atemporal, podendo ser filmada desprendida de tempo e era.
O filme também poderia ser menor. Poderia, poderia... Ser muitas coisas, mas vamos nos ater ao que é, já que eu não sou diretor. Terminou cansativo para mim, mas já vi coisa muito mais arrastada. O poderoso texto de Clarice me manteve até o fim, e pelo menos o texto foi seguido à risca (só algumas partes me pareceram fora da ordem em relação ao livro). Diria que é uma adaptação competente, nem horrível nem genial.
MFC é bonita e tem talento, seu diretor sabe bem como pegar seus melhores ângulos. Assim como é elegante, também soa fria e distante como uma estátua, o que ironicamente combina com a personagem. Apesar dos exageros da sua performance e dela ficar repetidamente falando coisas para a câmera num cenário digno de propaganda de perfume (ou óleo de amêndoas Paixão? rs), deu para sentir que ela se entregou ao papel e estava sentindo de verdade todas aquelas palavras, vide a sequência final.
Enfim, é isso, ou quase isso. Conclusão: veja apenas se você adora Clarice Lispector e o livro, ou filmes de arte bem diferentões em que "nada" (supostamente) acontece, caso contrário acho bem difícil gostar. E eu não entendo o que digo. E então adoro.---------
PS: recomendo o audiobook francês com leitura de trechos do livro feita pela atriz Anouk Aimée (para quem entende o idioma).
bosta seca igual o livro