Uma menina com deficiência física decide ajudar a família e vai ao centro de Dakar tentar a vida vendendo jornais. Em meio às dificuldades, ela consegue fixar uma clientela, o que provoca o ciúme e a vingança dos meninos que estão a mais tempo no negócio.
16.12.25.
Gostei bastante do final, estava apreensivo achando que iria passar raiva pelo destino dela, mas ainda bem que não
- uma linda maneira de enfrentar as adversidades da vida, indo pra lugar, encarando os problemas de frente e sempre com um sorriso no rosto
- gostei demais das filosofias do povo africano apresentados
- ótimo final! muito belo
A realidade pobre das ruas de Dacar é apresentada de forma sensível e otimista por Mambéty. Sili vende Sol como o jornal que leva esse nome, como a garota trabalhadora que ajuda os outros quando tem, como a mulher forte que luta por seus direitos e de seus iguais, como a menina sorridente e alegre que, apesar de todos os desafios, leva a vida dançante, cantante, falante e sorridente. Poderia até ser mais longo, pois foi prazeroso acompanhar um pouco da vida dessa jovem.
Quanto mais eu revejo este filme, mais eu fico impressionado com a sua genialidade. Por mais que ele tenha similaridades conteudísticas em relação a OS ESQUECIDOS, PIXOTE, A LEI DO MAIS FRACO e o romance "Capitães da Areia", conforme destacou uma amiga, este roteiro segue uma perspectiva surpreendentemente afirmativa. Tememos o tempo inteiro que a protagonista seja maltratada, mas ela revela-se afirmativa, feminista, consciente de seu potencial e brilhante na aplicação revolucionária da alegria. Um filme magistralmente fotografado e musicado pelo irmão do diretor, que partiu tão precocemente. A protagonista é linda. Uma aula de autoestima africana. Soberbo! (WPC>)
Mais uma bela e sensível obra de um dos principais diretores do continente africano: Djibril Diop Mambéty. Como não se apaixonar por Silli, brilhantemente interpretada pela atriz Lissa Balera!?