Drama de aventura em preto e branco da 20th Century Fox indicada ao Oscar de melhor direção de arte. O filme foi baseado em uma estória homônima de 1888 de Rudyard Kipling (1865-1936). A estória do filme trata da presença britânica na Índia do século XIX. Também disponível em versão colorizada por computador. Algumas impressões de reedição duram 77 minutos.
A estória original de Rudyard Kipling era sobre um menino, Percival Williams, mas foi alterada para uma menina, Priscilla Williams, para que Shirley Temple (1928-2014) desempenhasse o papel. Este filme foi o 1° de 3 em que Shirley Temple e Cesar Romero (1907-1994) apareceram juntos, o 2° foi Ali Baba goes to town (37) e The little princess (39).
Conto de aventura familiar de primeira linha. Não exige muito investimento e não compensa o envolvimento próximo. Na medida em que atinge esse objetivo sem parecer estúpido ou enjoativo, é um agradável e simpático roteiro. O que o torna um filme tão bom é que John Ford (1894-1973) não concorda com o material ou com a estrela. Ele filmou com a mesma atenção amorosa aos detalhes e com a bela e profunda precisão que caracterizaria No tempo das diligências (39) 2 anos depois.
Não ver Shirley Temple atuando é a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa. Graciosa, carismática, Shirley rouba a cena sempre que aparece. E, ao final do filme, fica o gostinho de quero mais. Seu sucesso não foi à toa.
Costumo dizer que "viu um filme da Shirley Temple, viu todos" mas esse aqui quase foge a regra por duas razões: a falta de números musicais e John Ford como diretor. É quase como se o diretor tivesse feito um filme no seu estilo e alguém resolveu enfiar a Shirley Temple no meio, sendo, como um todo, um filme típico da atriz, mas que trás essas pequenas diferenças que eu citei, e que tornam o filme um pouco sem graça, sem um dos seus principais atrativos, que é a música. Nota: 7.1.
Diretor profícuo dos mais variados gêneros no cinema, consagrado em western, realizador de épicos, dramas biográficos, filmes “Family”, fitas de guerra, comédia mordaz (ufa!), o norte-americano John Ford (1894-1973) viveu intensamente dedicando-se à Sétima Arte. Não por acaso inspirou um monte de cineastas e ainda hoje é mencionado como um dos 10 maiores gênios da arte cinematográfica de todos os tempos. Difícil encontrar um filme ruim dele, hein (meus preferidos, “No tempo das diligências”, “As vinhas da ira”, “Como era verde o meu vale”, “Mogambo”, “Rastros de ódio” e “Queridinha do vovô”, este aqui, muito exibido na TV aberta). Nostálgico, é uma aventura agradabilíssima para toda a família assistir reunida, que traz no elenco a estrela mirim Shirley Temple (então com nove anos), num de seus papéis mais bonitinhos e lembrados pelo público. Interpreta uma garotinha que, com seu jeito esperto, movimenta o Exército para um acordo de paz com a Índia (o enfoque do filme é histórico, se passa em 1897, quando a Índia era colônia do Reino Unido). Ao lado da pequenina atriz (Shirley morreu em 2014, aos 85 anos) atuam grandes figuras do cinema, como o ganhador do Oscar Victor McLaglen, C. Aubrey Smith e Cesar Romero. Quatro roteiristas ajudaram a escrever a história (o que era comum antigamente), dentre eles Ernest Pascal e Julien Josephson, adaptando-a de um conto infantil do indiano Rudyard Kipling, o criador de Mogli. Todo rodado num rancho da Califórnia, que faz lembrar aspectos da Índia, a aventura concorreu ao Oscar de direção de arte. Não deixe de se divertir com Shirley Temple em “Queridinha do vovô”, em DVD pela antiga Colecione Clássicos (hoje Obras-primas do Cinema). POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
O roteiro não desenvolve bem algumas situações como a relação da menina com o seu avô e o final é confuso e apressado. Foi dos trabalhos menos brilhantes que vi com John Ford na direção. O filme serve de veículo para Shirley Temple brilhar e a garota tem carisma, embora a sua atuação às vezes soe um pouco exagerada. Em resumo ele é um bom passatempo, tem alguns momentos que divertem e emocionam, mas como um todo ele tem resultado pouco acima do mediano.
Drama de aventura em preto e branco da 20th Century Fox indicada ao Oscar de melhor direção de arte. O filme foi baseado em uma estória homônima de 1888 de Rudyard Kipling (1865-1936). A estória do filme trata da presença britânica na Índia do século XIX.
Também disponível em versão colorizada por computador. Algumas impressões de reedição duram 77 minutos.
A estória original de Rudyard Kipling era sobre um menino, Percival Williams, mas foi alterada para uma menina, Priscilla Williams, para que Shirley Temple (1928-2014) desempenhasse o papel. Este filme foi o 1° de 3 em que Shirley Temple e Cesar Romero (1907-1994) apareceram juntos, o 2° foi Ali Baba goes to town (37) e The little princess (39).
Conto de aventura familiar de primeira linha. Não exige muito investimento e não compensa o envolvimento próximo. Na medida em que atinge esse objetivo sem parecer estúpido ou enjoativo, é um agradável e simpático roteiro. O que o torna um filme tão bom é que John Ford (1894-1973) não concorda com o material ou com a estrela. Ele filmou com a mesma atenção amorosa aos detalhes e com a bela e profunda precisão que caracterizaria No tempo das diligências (39) 2 anos depois.
Não ver Shirley Temple atuando é a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa. Graciosa, carismática, Shirley rouba a cena sempre que aparece. E, ao final do filme, fica o gostinho de quero mais. Seu sucesso não foi à toa.
Costumo dizer que "viu um filme da Shirley Temple, viu todos" mas esse aqui quase foge a regra por duas razões: a falta de números musicais e John Ford como diretor. É quase como se o diretor tivesse feito um filme no seu estilo e alguém resolveu enfiar a Shirley Temple no meio, sendo, como um todo, um filme típico da atriz, mas que trás essas pequenas diferenças que eu citei, e que tornam o filme um pouco sem graça, sem um dos seus principais atrativos, que é a música.
Nota: 7.1.
Diretor profícuo dos mais variados gêneros no cinema, consagrado em western, realizador de épicos, dramas biográficos, filmes “Family”, fitas de guerra, comédia mordaz (ufa!), o norte-americano John Ford (1894-1973) viveu intensamente dedicando-se à Sétima Arte. Não por acaso inspirou um monte de cineastas e ainda hoje é mencionado como um dos 10 maiores gênios da arte cinematográfica de todos os tempos. Difícil encontrar um filme ruim dele, hein (meus preferidos, “No tempo das diligências”, “As vinhas da ira”, “Como era verde o meu vale”, “Mogambo”, “Rastros de ódio” e “Queridinha do vovô”, este aqui, muito exibido na TV aberta).
Nostálgico, é uma aventura agradabilíssima para toda a família assistir reunida, que traz no elenco a estrela mirim Shirley Temple (então com nove anos), num de seus papéis mais bonitinhos e lembrados pelo público. Interpreta uma garotinha que, com seu jeito esperto, movimenta o Exército para um acordo de paz com a Índia (o enfoque do filme é histórico, se passa em 1897, quando a Índia era colônia do Reino Unido). Ao lado da pequenina atriz (Shirley morreu em 2014, aos 85 anos) atuam grandes figuras do cinema, como o ganhador do Oscar Victor McLaglen, C. Aubrey Smith e Cesar Romero.
Quatro roteiristas ajudaram a escrever a história (o que era comum antigamente), dentre eles Ernest Pascal e Julien Josephson, adaptando-a de um conto infantil do indiano Rudyard Kipling, o criador de Mogli.
Todo rodado num rancho da Califórnia, que faz lembrar aspectos da Índia, a aventura concorreu ao Oscar de direção de arte.
Não deixe de se divertir com Shirley Temple em “Queridinha do vovô”, em DVD pela antiga Colecione Clássicos (hoje Obras-primas do Cinema).
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
O roteiro não desenvolve bem algumas situações como a relação da menina com o seu avô e o final é confuso e apressado. Foi dos trabalhos menos brilhantes que vi com John Ford na direção. O filme serve de veículo para Shirley Temple brilhar e a garota tem carisma, embora a sua atuação às vezes soe um pouco exagerada. Em resumo ele é um bom passatempo, tem alguns momentos que divertem e emocionam, mas como um todo ele tem resultado pouco acima do mediano.