Dirigido por
Data de lançamento
22 Maio 2014Duração
Em 1870, em meio a colonos e foras-da-lei, o imigrante dinamarquês Jon esperou durante anos para trazer sua esposa e filho para os Estados Unidos. Quando finalmente consegue, logo depois que chegam, eles se tornam vítimas de um crime horrível. Traído e hostilizado pela comunidade, Jon, um pacífico fazendeiro, acaba se transformando em um vingador implacável, para salvar a cidade e encontrar a paz.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Um dos melhores faroestes desse século.
Bom faroeste e seu tema de vingança.
Ótimo elenco .
Tem Alguns Spoilers...
Jon é um imigrante dinamarquês que depois de muito tempo, finalmente se reencontra com sua esposa e filho nos Estados Unidos. E infelizmente no velho oeste a felicidade dura pouco. Logo após recebe-los, Jon é surpreendido por dois homens, que de forma cruel tem sua família assassinada por eles. Como todo cowboy, numa hora dessa, a vingança é a única coisa que resta na vida, e feita rápida. Mas John desconhecia que os homens que ele matou, tinha um irmão que mandava na cidade e até no delegado. Os parentes descobrem, capturam o infeliz, começando uma escolada de vingança e tiroteio quase que sem fim.
"A Salvação" conta essa história trágica de vingança, nestes moldes clássicos, sempre bem vindos do genero. Dirigido por Kristian Levring, Jon vivido por Mads Mikkelsen, sai de um buraco e cai num abismo de sangue, levando seu irmão Peter (Mikael Persbrandt), com ele. Além das mortes que seguem, a trama apresenta um pano de fundo na história que envolve compra de terras quase que compulsórias, por elas terem um óleo escuro de R$ 6,10 o litro nelas...
Jeffrey Dean Morgan é Delarue, o manda chuva do pedaço, um homem ruim, que busca vingança sem se importar o que o irão fez, que esse lance de se apoderar de de terra alheias, como missão de vida. Sem o irmão, ele tem a cunhada viúva, com ele, uma mulher traumatizada que logo obrigatoriamente de livre e espontânea vontade, vira sua amante. Mas é Eva Green no papel de Madelaine, e Eva sempre reserva boas surpresas, mesmo não dizendo uma palavra
A história é boa, tem esse pano quente no fundo, e muita ação, com tiros e mortes no estilo. Mads Mikkelsen e Jeffrey Dean Morgan, apresentam belas atuações, mesmo que o mocinho tenha aquela cara típica dele em tudo que é filme. O jeito sisudo, fez muito bem ao personagem, que na hora da vingança, parecia encarnar a própria com seu rosto vago e sorriso de lagarto, no rosto.
Jeffrey Dean Morgan, já vive a imagem da soberba com seu Delarue. Ele é aquele vilão típico, que tem muito poder, tem muito dinheiro e como todos é ruim até o osso. Com uma tropa de bandidos, Delarue faz o que quer e de quem quiser. E em meio a tudo isso, Eva Green flutua muda na história no papel da viúva, entregando uma personagem que jamais imaginei que uma atriz desse calibre faria num filme desse. Ela vive uma coadjuvante de luxo, que tem poucas cenas, e não diz uma palavra. Tem alguns momentos importantes, mas nada que qualquer outra atriz não faria. Mesmo assim, sua presença é marcante, ela inflama o filme, com aquele olhar de prédio em chamas, e corpo chamando alguém.
As cenas finais tem muita ação, voa tiro pra todo lado, e tendo o protagonista como ex-soldado, nessas horas ele faz a festa. A direção do Kristian Levring é bem competente, o filme é curto. objetivo e não se perde com sub tramas desnecessárias. Mas a produção deixa a muito a desejar. É até engraçado, de dia o filme apresenta cenas muito bem feitas, com uma fotografia belíssima, mas quando anoitece, a qualidade desaparece.
A noite, a paisagem, a chuva e o fogo, são todos feitos num CGI de balcão de bar, feito por algum estagiário com Windows 10, com um cenário ainda de reality show. Será que filmar no escuro, com umas mangueiras jorrando agua, ter umas lenha queimando, aumenta tanto o custo assim? Não atrapalha muito a imersão, mas coloca o filme numa categoria qualquer.
Mesmo com essas escolhas, vale muito assistir "A Salvação". A história é bacana, bem movimentada, com cenas de ação no estilo, com grandes atores que entregam tudo em seus personagens. É um faroeste que não faz feio, mas que poderia ser um pouco mais arrumadinho.
Um faroeste no formato clássico: uma boa história de vingança, um mocinho e um vilão, muita gente morrendo por nada, a violência do velho oeste.
A tensão da primeira cena do filme é tão grande e dá o mote do que vem a seguir.
Ótimo elenco e a fotografia é um show a parte.
Tenta parecer 'naturalista' mas soa estilizado. Quer parecer contundente mas só consegue ser violento. Mais uma obra do 'olho por olho' tão óbvia quanta a estupidez humana.